Organizando um casamento em um ano (bissexto).


sábado, 21 de maio de 2011

Como enxugar a lista?

A lista de convidados não estava pronta ainda. Disso ela tinha certeza. O que ela não sabia mesmo era como terminá-la.

Ela tinha seguido seu método de fazer uma lista despreocupada, mas parecia que tinha colocado uma dose grande demais de despreocupação.

Agora ela tinha em mãos uma lista gigantesca, muito longe da ideal, com muita gente que ela gostava, e com necessidade de ser diminuída. Ela só não sabia por onde começar.

Tinha que definir critérios próprios para isso. Mas, quais? Temporais? De afinidade? Por grupos? Ela só sabia que essa era realmente uma tarefa muito difícil.

Para facilitar, ela foi enumerando critérios aleatórios, que não precisavam necessariamente seguir uma ordem, mas poderia ser uma base para o corte da lista. Mas, acabou vendo que todo critério tinha suas falhas.

Primeiro, imaginou um critério cronológico. Ou seja, dentre as tantas pessoas que gostaria de ter no seu casamento, escolheria aquelas que encontrou, falou, conversou nos últimos três anos.

Por que três? Não sabia. Mas, por exclusão achou que quatro anos era um tempo logo demais, e por outro lado, dois anos era um intervalo curto o bastante para tirar uma quantidade maior do que ela pretendia tirar.

Mas aí, ela percebeu que esse critério cronológico não poderia servir para todos, já que havia algumas pessoas, sim, que não via há bastante tempo, e que gostaria muito que estivesse lá no dia do seu casamento.

Haveria exceções.

Depois ela pensou na questão dos grupos, faria sua lista por grupos importantes. Aqueles que conviveu bastante, os quais tinha muitas histórias em comum, e que fizeram parte da sua vida. Era um bom critério, mas também apresentava problemas.

Havia aquelas pessoas que ela gostava muito, que queria convidar mas que, absolutamente, não faziam parte de grupo algum.

Haveria muitas exceções.

Por fim, pensou no critério das afinidades. E acabou concluindo que esse era o melhor critério, já que o que importa são as pessoas que gostava e as que gostavam dela. Não importava se faziam parte de grupos pré definidos, ou se havia muito tempo que não via. Valia a sua vontade de tê-las por perto.

Sabia que esse era um critério que só poderia aplicar a sua própria lista, já que a do seu noivo ele que deveria escolher como diminuir. Além disso, não teria muita ingerência na lista da sua mãe, ela que deveria cortar – e muito – sua própria lista.

Depois de pensar nos critérios, começou a diminuir a lista. Aos poucos ela foi ficando menor, e percebeu que, na verdade, estava treinando seu próprio desapego. Sim, ela era apegada também a pessoas.

Foi cortando, diminuindo, ponderando. Depois que as pessoas, que deviam, foram ficando de fora, foi ficando cada vez mais satisfeita com sua própria lista.

A sua lista tinha ficado enxuta, as pessoas que mais queria estavam lá. E o bom era que cada pessoa tinha um motivo especial para ter ficado. Eram os especiais. Para que combinassem com seu momento especial.

(Postagem referente ao dia 20.05.2011. Amanhã farei duas postagens, referentes a hoje e amanhã)

2 comentários:

  1. Jú!
    Adorei cada post. Vc escreve muito bem!
    Estamos vivendo um momento único em nossas vidas: organizar casamento.
    Com fé em Deus, seremos muito felizes!!
    Bjs,
    Sarah

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  2. Júlia, esse ficou realmente muito bonito!
    "Depois de pensar nos critérios, começou a diminuir a lista. Aos poucos ela foi ficando menor, e percebeu que, na verdade, estava treinando seu próprio desapego. Sim, ela era apegada também a pessoas."
    nossa, acho que esse blog vai virar best seller!
    rsrs
    bjos,

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