Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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domingo, 29 de maio de 2011

O segredo está nos detalhes

Era domingo, o dia universal da folga! E até suas decisões para o casamento e suas elucubrações sobre a festa poderiam ser deixadas de lado por um dia. Afinal de contas, o ócio também é importante para a criatividade.

Tinha decidido que não iria pensar em nada sobre o casamento naquele dia. Ia aproveitar a companhia do seu noivo, assistir filme, comer pipoca e deitar debaixo da coberta, comer besteira, descansar e dar risada com que estivesse em casa.

Chegou ao fim do dia satisfeita porque, de fato, esse assunto tão gostoso, mas que também exigia muito dela, tinha ficado de fora dos seus pensamentos.

Mas eis que seu ócio criativo fez efeito. Na hora de dormir, ficou pensando em vários detalhes importantes a serem levados em conta na decisão sobre os convites (que era, de fato, o assunto da vez!). Fez uma lista rápida e em 10 minutos o assunto já tinha saído de novo da sua cabeça:

1. Definir o estilo do convite, isso é essencial para que todas as outras decisões sejam tomadas com segurança.
2. Escolher o tipo de papel. É bom que ele se assemelhe ao tipo do casamento. Se for de dia, vale um mais informal, se for um casamento de noite, vale um papel com um pouco de brilho.
3. Decida se pretende texturas, desenhos, etc. quiser incluí-los, vá pesquisando o perfil, para não ficar tendo que decidir entre várias opções e acabar escolhendo mal.
4. Decida o tamanho do convite, e como será o envelope.
5. Decida quem irá escrever o nome dos convidados, ou se será impresso.
6. Decida com quanto tempo de antecedência você quer distribuir os convites
7. Decida o critério para a divisão de convites por convidados.

Releu a sua lista, ficou satisfeita. Afinal, não era tão difícil definir o convite. O problema é que qualquer definição sobre isso é praticamente definitiva porque vincula o prazo, o valor, o contrato e tudo mais.

No mais, isto se resolveria em breve. E ficaria lindo, ela tinha certeza disso.

Combinar ou não combinar?

Como havia planejado, a pesquisa para o convite já estava a todo vapor. E eram tantas coisas a decidir e tantas opções que ela tinha começado a se perder.

Pediu ajuda a sua mãe, às suas amigas, e até à sua irmã que, até aquele momento não tinha se envolvido muito nessa loucura de organização de casamento. No fim, todas, absolutamente todas, foram unânimes em dizer que era preciso ter calma e paciência na escolha do convite. De fato, ela tinha percebido que não adiantava se estressar com isso. No fim tudo ia ter que se ajeitar mesmo.

Então, ela se ateve a uma só pergunta: e convite tem que combinar com a festa?

De início ela foi taxativa em decidir que não, que seria ridículo tudo “combinadinho”, a começar pelo convite. Se ela não era do tipo que se vestia toda combinando por que sua festa seria assim? E, tanto por isso, por que o convite do seu casamento seria assim?

Depois, ela foi se dando conta que uma coisa andava acontecendo muitos nos casamentos, tanto pelas suas pesquisas, quanto pelas conversas com suas conselheiras oficiais para assunto de casamento, mãe, irmã, amigas... Enfim, ela notou que os casamentos passaram a ter uma identidade visual, uma marca, um padrão para toda a festa, incluindo o convite.

É certo que em alguns casamentos isso foi mais marcante que outros. Em alguns, dava para notar claramente a marca do casamento, seja de desenho, com as iniciais dos noivos, etc. Em outros isso acontecia de forma mais tímida, mas nem por isso imperceptível.

Concluiu, então, que não necessariamente o convite do seu casamento precisasse copiar o que tinha na festa, ou vice-versa. Mas, se queria que tanto a sua festa quanto o seu convite tivessem “a sua cara”, a conseqüência lógica é que os dois iam acabar se assemelhando, afinal de contas, ela e ele não tinham “uma cara” para a festa e outra para o convite, por óbvio!

E, bom, isso, de fato, não era tão ruim, ao contrário, seria muito bom que se identificasse com tudo que se relacionasse com esse dia tão importante na sua vida e na vida dele.

(Postagem referente ao dia 27.05.2011)

Não basta convidar, tem que encantar

O primeiro item da sua lista de coisas a organizar para o casamento já estava mais ou menos encaminhada. A lista de convidados já tinha se delineado e, apesar da possibilidade de mudanças até a impressão e distribuição dos convites, sabia que não iria ser muito diferente do que já estava definido.


Foi assim, divagando na ida ao trabalho, que se deu conta de um item indispensável: os convites. E, foi então, que ela quase bateu o carro de tão absorta que estava com a infinidade de dúvidas que tinham, de repente, tomado suas idéias.


Ela sabia que muitas pessoas não dão a devida importância ao convite, do que quer que seja, mas isso não se aplicava a ela. Convites de aniversário, formatura, ou de qualquer pequena reunião que promovia, eram pensados e preparados cuidadosamente, ainda que dentro das proporções do evento.


Para ela, o convite era o que devia simbolizar a festa, logo de início, até porque, como todo mundo sabe, “a primeira impressão é a que fica”.


Escolher seu convite de casamento tinha que ser algo especial, praticamente um amor à primeira vista. Não desejava, de forma alguma, ser convencida que um determinado modelo era melhor que os outros. Deveria haver uma empatia instantânea com o modelo.


De outro lado, ela sabia também de alguns critérios básicos para a escolha. “Nada de muitas inovações”, ela falou para sim mesma quando desligou o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava.


Saiu do carro em direção ao elevador, pensando que casamento, em si, tem uma formalidade inerente, então não dava para ser convite de casamento com cara de convite de “churrascão” de domingo, ainda que fosse essa a opção da festa.


Imaginava que seu convite deveria ter a cara da festa do seu casamento, baseado no seu jeito e no dele. Sabia que muitas iam ser as escolhas a fazer: tamanho, cor, letra, tipo, forma de indicação do destinatário, apresentação, e outras infinidades de coisas, mas todas elas deveriam estar alinhadas com seu próprio gosto.


Ela, por fim, decidiu pesquisar estilos, cores e formatos, para, só então, escolher o que mais lhe agradava. Porque até aquele momento ela só sabia que queria algo leve, não muito inovador, e, definitivamente, isso não era suficiente para embasar sua escolha.


Na volta para casa, iria abrir sua gaveta de “coisas a jogar fora um dia”, resgatar vários convites que tinham recebido nos últimos tempos e que tinha gostado, ia pesquisar e começar a visitar gráficas. Ela sabia, que cada vez mais, teria que tomar as rédeas da organização do casamento e “colocar a mão na massa”.


Foi então que encontrou a definição exata do que queria do convite do seu casamento, justo na hora que entrava no trabalho. Parou e pensou que, na verdade, queria um convite que fizesse os convidados terem vontade de ir para sua festa, e que os encantasse desde o primeiro momento.


“É isso”, pensou satisfeita, “meu convite tem que ser encantador!”



(Postagem referente ao dia 26.05.2011)

domingo, 22 de maio de 2011

Quanto cabe da lista de convidados para cada um?

Tendo consciência do quanto poderia gastar, e de qual seria o tamanho ideal da lista, ela ficou pensando, martelando, como seria a divisão da lista de convidados.

É certo que o casamento é uma festa não só dos noivos, mas também das suas famílias. Isso ela já tinha assimilado. Mas, a partir daí, saber o quanto cabe a cada um na lista final era uma desafio. Principalmente porque ela tinha um problema enorme: a lista dos seus pais.

Não achava justo que uma festa de várias famílias tivesse uma lista de convidados com mais hegemonia de uma lista em relação às outras.

“Melhor não sofrer por antecipação. Vamos esperar as listas dos pais do noivo.”, concluiu. Se a coisa ficasse apertada, deveriam ser definidos os critérios de quanto tirar dos convidados de cada um.

Ela esperou ansiosamente para que tivesse noção do total da lista. Esperava tanto que não precisasse cortar ninguém. “Existe coisa mais chata do que ficar quantificando o quanto cada um dos possíveis convidados merece mais ou menos estar na lista final”. É, de fato, não era uma das coisas melhores a se fazer.

Na verdade, ela tinha chegado a conclusão de que a lista de convidados era definitivamente a coisa mais chata e incômoda na organização de uma festa.

Enfim, o dia chegou. Conseguiu juntar todas as listas, e ficou feliz de ver que a lista final não tinha ficado tão grande quanto ela imaginava.

Se, por acaso, precisasse cortar alguns convidados, seguiria os critérios que já tinha pensado antes, de proporcionalidade quanto aos tamanhos das listas. Bom, nesse caso, sua mãe teria que recalcular as possibilidades de diminuição de uma lista gigantesca, que era quase a metade da festa!

A lista que cabe no bolso

Aquela pergunta martelava na sua cabeça “mas, quantos ficar?”, “quantos convidados incluir?”, “como definir a extensão da lista?”. Na verdade, ela se perguntava a mesma coisa, diversas vezes, de várias formas para tentar chegar a um denominador sobre uma pergunta só:

“Qual a o tamanho ideal da lista de convidados?”

Essa pergunta podia até parecer simples de responder, mas ela tinha cada vez mais certeza de que não era.

Isso porque, no fundo, o que todo mundo quer é uma festa de casamento cheia de gente bacana, para se divertir muito e dividir aquele momento importante.

Só que ela foi chegando a uma certeza cada vez que pensava sobre o tamanho da lista. Na verdade, tinha que caber no bolso.

Feliz ou infelizmente, tudo na vida toma tempo e dinheiro. No caso da lista de casamento, o valor é o grande limitador. Aliás, não só da lista de convidados, mas de tudo que envolve a celebração e a festa.

Não dá para sonhar num casamento de conto de fadas, se não se pode pagar por isso.

E essa regra deve servir para a lista de convidados também. Ela tem que ser do tamanho que se pode pagar, já que o custo de um casamento deve ser dividido por cabeça. E com essa conta, a gente fica sabendo quantos convidados dá para ter.

Então é isso. Não foi a conclusão mais feliz que ela chegou, mas, pelo menos foi uma conclusão realista. Sua festa teria o tamanho que pode ter.

Ela só sabia que, independente do tamanho que sua festa, ela ia ser a melhor do mundo, simplesmente por ser a sua e do seu noivo, por ser dos dois.

(postagem referente ao dia 21.05.2011)

sábado, 21 de maio de 2011

Como enxugar a lista?

A lista de convidados não estava pronta ainda. Disso ela tinha certeza. O que ela não sabia mesmo era como terminá-la.

Ela tinha seguido seu método de fazer uma lista despreocupada, mas parecia que tinha colocado uma dose grande demais de despreocupação.

Agora ela tinha em mãos uma lista gigantesca, muito longe da ideal, com muita gente que ela gostava, e com necessidade de ser diminuída. Ela só não sabia por onde começar.

Tinha que definir critérios próprios para isso. Mas, quais? Temporais? De afinidade? Por grupos? Ela só sabia que essa era realmente uma tarefa muito difícil.

Para facilitar, ela foi enumerando critérios aleatórios, que não precisavam necessariamente seguir uma ordem, mas poderia ser uma base para o corte da lista. Mas, acabou vendo que todo critério tinha suas falhas.

Primeiro, imaginou um critério cronológico. Ou seja, dentre as tantas pessoas que gostaria de ter no seu casamento, escolheria aquelas que encontrou, falou, conversou nos últimos três anos.

Por que três? Não sabia. Mas, por exclusão achou que quatro anos era um tempo logo demais, e por outro lado, dois anos era um intervalo curto o bastante para tirar uma quantidade maior do que ela pretendia tirar.

Mas aí, ela percebeu que esse critério cronológico não poderia servir para todos, já que havia algumas pessoas, sim, que não via há bastante tempo, e que gostaria muito que estivesse lá no dia do seu casamento.

Haveria exceções.

Depois ela pensou na questão dos grupos, faria sua lista por grupos importantes. Aqueles que conviveu bastante, os quais tinha muitas histórias em comum, e que fizeram parte da sua vida. Era um bom critério, mas também apresentava problemas.

Havia aquelas pessoas que ela gostava muito, que queria convidar mas que, absolutamente, não faziam parte de grupo algum.

Haveria muitas exceções.

Por fim, pensou no critério das afinidades. E acabou concluindo que esse era o melhor critério, já que o que importa são as pessoas que gostava e as que gostavam dela. Não importava se faziam parte de grupos pré definidos, ou se havia muito tempo que não via. Valia a sua vontade de tê-las por perto.

Sabia que esse era um critério que só poderia aplicar a sua própria lista, já que a do seu noivo ele que deveria escolher como diminuir. Além disso, não teria muita ingerência na lista da sua mãe, ela que deveria cortar – e muito – sua própria lista.

Depois de pensar nos critérios, começou a diminuir a lista. Aos poucos ela foi ficando menor, e percebeu que, na verdade, estava treinando seu próprio desapego. Sim, ela era apegada também a pessoas.

Foi cortando, diminuindo, ponderando. Depois que as pessoas, que deviam, foram ficando de fora, foi ficando cada vez mais satisfeita com sua própria lista.

A sua lista tinha ficado enxuta, as pessoas que mais queria estavam lá. E o bom era que cada pessoa tinha um motivo especial para ter ficado. Eram os especiais. Para que combinassem com seu momento especial.

(Postagem referente ao dia 20.05.2011. Amanhã farei duas postagens, referentes a hoje e amanhã)