O primeiro item da sua lista de coisas a organizar para o casamento já estava mais ou menos encaminhada. A lista de convidados já tinha se delineado e, apesar da possibilidade de mudanças até a impressão e distribuição dos convites, sabia que não iria ser muito diferente do que já estava definido.
Foi assim, divagando na ida ao trabalho, que se deu conta de um item indispensável: os convites. E, foi então, que ela quase bateu o carro de tão absorta que estava com a infinidade de dúvidas que tinham, de repente, tomado suas idéias.
Ela sabia que muitas pessoas não dão a devida importância ao convite, do que quer que seja, mas isso não se aplicava a ela. Convites de aniversário, formatura, ou de qualquer pequena reunião que promovia, eram pensados e preparados cuidadosamente, ainda que dentro das proporções do evento.
Para ela, o convite era o que devia simbolizar a festa, logo de início, até porque, como todo mundo sabe, “a primeira impressão é a que fica”.
Escolher seu convite de casamento tinha que ser algo especial, praticamente um amor à primeira vista. Não desejava, de forma alguma, ser convencida que um determinado modelo era melhor que os outros. Deveria haver uma empatia instantânea com o modelo.
De outro lado, ela sabia também de alguns critérios básicos para a escolha. “Nada de muitas inovações”, ela falou para sim mesma quando desligou o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava.
Saiu do carro em direção ao elevador, pensando que casamento, em si, tem uma formalidade inerente, então não dava para ser convite de casamento com cara de convite de “churrascão” de domingo, ainda que fosse essa a opção da festa.
Imaginava que seu convite deveria ter a cara da festa do seu casamento, baseado no seu jeito e no dele. Sabia que muitas iam ser as escolhas a fazer: tamanho, cor, letra, tipo, forma de indicação do destinatário, apresentação, e outras infinidades de coisas, mas todas elas deveriam estar alinhadas com seu próprio gosto.
Ela, por fim, decidiu pesquisar estilos, cores e formatos, para, só então, escolher o que mais lhe agradava. Porque até aquele momento ela só sabia que queria algo leve, não muito inovador, e, definitivamente, isso não era suficiente para embasar sua escolha.
Na volta para casa, iria abrir sua gaveta de “coisas a jogar fora um dia”, resgatar vários convites que tinham recebido nos últimos tempos e que tinha gostado, ia pesquisar e começar a visitar gráficas. Ela sabia, que cada vez mais, teria que tomar as rédeas da organização do casamento e “colocar a mão na massa”.
Foi então que encontrou a definição exata do que queria do convite do seu casamento, justo na hora que entrava no trabalho. Parou e pensou que, na verdade, queria um convite que fizesse os convidados terem vontade de ir para sua festa, e que os encantasse desde o primeiro momento.
“É isso”, pensou satisfeita, “meu convite tem que ser encantador!”
(Postagem referente ao dia 26.05.2011)
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