Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Os dez mandamentos para a organização do seu casamento

Pronto. A data já estava decidida, e pareceu que com isso o seu casamento tinha se aproximado um pouco mais.

Além disso, a decisão predefinida da mãe tinha prevalecido, e ela definitivamente ia casar na sua cidade natal que, por sinal, não tinha nenhum atrativo para o casamento, a não ser o fato do seu nascimento, e da morada de seus pais.

Aliás, essa coisa de “ter que ser na sua cidade” acendeu o sinal de alerta nela de que tinha que tomar as rédeas desta organização, para que tudo saísse como ela queria.

Depois de um longo dia de trabalho, chegou em casa, ligou o laptop e começou uma segunda lista, não tão grande quanto a outra feita no último sábado, mas igualmente importante.


"Não esquecer!

1. Ele também é dono dessa festa. Ele tem que participar das decisões e escolhas. Até agora, as coisas foram decididas sem ele nem sequer saber! Isso não pode mais acontecer. E, ainda que aconteça, ele tem que ser informado de tudo!

2. A palavra mais importante : PLANEJAMENTO. Ir decidindo, escolhendo e providenciando já. Eu não quero ficar uma louca desesperada no último mês! Não mesmo!

3. Pesquisar! Eu nunca organizei meu casamento antes (e nem pretendo organizar um outro), então eu tenho que saber o que é necessário e como eu quero. Para isso, tenho que olhar, olhar olhar. Revistas, sites, outros casamentos, notícias, tudo!

4. Eu não posso confiar na minha memória. Organizar meu casamento não é minha única atividade, existem mil outras coisas a pensar e resolver. E ainda que fosse a única coisa a fazer, há muito a pensar e decidir, e eu, definitivamente, não tenho vocação para computador!

5. Tenho que pedir ajuda! Não dá para fazer tudo sozinha, e nem quero! Deus me livre ser um baú e não compartilhar nada com ninguém. Além do mais, tantas pessoas já passaram pelo que eu estou passando, a experiência delas vai me ajudar!

6. Preciso decidir o que eu priorizo no casamento. Porque, na hora de fazer as concessões, eu preciso ter clara noção do que eu não abro mão!

7. Meu casamento com ele tem que ter a nossa cara! Suntuoso, romântico, relaxado, despojado... somos nós que vamos decidir! Conselhos são importantes, mas o nosso casamento tem que ser lembrado por todos como uma festa que não poderia ser de outro casal, tem que ter nossa identidade!

8. Eu não posso me sentir ridícula! Casamento é brega para uns, sonho de infância para outros, é fora de moda para a maioria, e eu posso ser uma boboca aos olhos de muita gente. E daí? A diversão e alegria do momento vão ser enormes independente do que se pense sobre isso. Para mim, meu casamento com ele é uma comemoração, uma farra enorme para celebrar que eu e ele estaremos juntos a partir dali. Afinal, uma escolha dessa merece ser compartilhada com nossa família e nossos amigos!

9. Diversão é meu lema! Nada de se estressar com as escolhas para a organização, ou com os imprevistos que possam surgir. De jeito nenhum! As escolhas vão ser feitas de uma forma ou de outra, e não precisa se estressar com isso, os imprevistos serão resolvidos. E, no final, esse vai ser um ano de muita curtição, ansiedade e felicidade para a chegada do grande dia!

10. Eu não posso esquecer em nenhum momento o motivo de todo esse movimento: eu aceitei dividir uma vida com alguém especial, e devo (e mereço) celebrar isso com ele, e com todos que gostamos e que gostam da gente!"


Ficou satisfeita com sua lista. Era tudo isso que não podia esquecer jamais. Esse momento é especial, alegre e em conjunto, e é dessa forma que deve ser preparado.

domingo, 15 de maio de 2011

E o dia D?

Depois de uma noite povoada de sonhos, flores, igrejas e festas, a conclusão foi que a data precisava ser marcada. Afinal, era mais que necessário um horizonte fixo para ter uma vaga idéia da antecedência segura para cada coisa a ser organizada e, consequentemente, o prazo para que tudo estivesse, enfim, decidido e providenciado.

A lista de uma página que não precisou mais do que dez minutos para ser produzida, no dia anterior, trouxe a certeza de que as coisas precisavam ser organizadas JÁ!

Mas, como escolher coisas tão elementais como data e lugar? Ela precisava de ajuda.

“Mãe, eu estava pensando… eu queria casar num lugar bem lindo, na frente do mar, num fim de tarde.”, ela compartilhou com a sua fiel escudeira de escolhas dos próximos meses.

“Nós não moramos na praia, minha filha. Casamento tem que ser na casa da noiva.”, foi categórica.

“Mas, na frente do mar ia ser tão mais bonito…” Essa foi a primeira frase de uma longa discussão. Ela se deu conta que, definitivamente, teria que fazer concessões.

“Tem que ser na casa, na cidade da noiva.”

Foi a frase final da discussão, que pelo visto poderia ter acabado no começo da conversa, já que a decisão predefinida foi a palavra final mesmo.

Ela não concordava muito com aquela decisão. Primeiro, que ela não sabia de onde vinha essa obrigatoriedade toda, afinal, onde isso está escrito mesmo?

“Ah, o casamento é meu!”, ela ainda tentou argumentar.

“Não, senhora… o casamento é tanto dos noivos quanto de suas famílias”, a mãe deu o veredicto.

Pelo visto, o casamento é principalmente das mães dos noivos.

O fato é que antes mesmo de ficar noiva ela já tinha idealizado seu casamento, e teria que se acostumar a partir dali com a idéia de que não seria tudo exatamente como desejou.

“Tudo bem, alguém tem que ceder. Mas qualquer outra concessão tem que ser muito conversada a partir daqui.”, pensou e decidiu.

Ela deixou passar isso, porque tinha uma coisa muito mais importante para pensar. Quando? Qual o critério da data? Chegou a alguns critérios para a escolha:

- melhor que seja no sábado, dia de semana não dá, e sendo a noite, o domingo serve para se recuperar da festa!

- tem que ser numa época que não faça nem tanto calor nem tanto frio. Um clima ameno ajuda nas maquiagens, nos penteados, nas roupas e no conforto de todos.

- de preferência, a data precisa ter algum significado. Mas também, se não tiver isso não é indispensável!

Ela foi no seu quarto, fuçou suas coisas e achou uma agenda. Foi direto para a folhinha de 2012.

“Começamos bem, 12 é meu número da sorte”, pensou consigo mesma.

“Clima ameno… maio, por que não? E ainda por cima, é o mês das noivas. Já temos até um significado aqui!”

Passou o dedo por todos os sábados da folhinha e então, uma surpresa!

“12 de maio de 2012 é um sábado! Que bom!”, vibrou ela. “12 de maio de 2012, 12 de maio de 2012, 12 de maio de 2012…”, repetiu, repetiu, repetiu a data até cansar.

Sentou na cama, pegou a agenda, fez um círculo de caneta vermelha na data escolhida. E então, deitada, olhando para o teto cheio de estrelinhas brilhantes pensou:

“Doze de maio de dois mil e doze. Me apeguei a essa data.”