Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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domingo, 29 de maio de 2011

Convite é para convidar!

Ela desligou o telefone para dormir e se deu conta como tudo ficava vazio quando ele não estava por perto. Ao menos a sua voz do outro lado da linha servia para preencher por alguns minutos o vácuo das horas. A cada telefonema desligado, a cada beijo dado, a cada abraço apertado, a cada conversa e momento juntos, a cada decisão a tomar, tinha cada vez mais certeza do quanto estava feliz, e do quanto o queria ao seu lado.

Era o tipo de sentimento tão bom que dava vontade de espalhar para todos e em todo canto, tornar público. Bom, como se já não fosse público, como se a sua felicidade não estivesse estampada em cada sorriso e brilho nos olhos.

Aliás, para que maior publicidade para um sentimento como esse do que uma festa de casamento? E do próprio convite para testemunhar uma união para a vida inteira?

Às vezes se sentia até meio boboca, como se fizesse parte de um enredo de novela mexicana, com direito a trilha sonora e tudo mais. Muitas músicas ouvidas podiam servir para representar seu estado de espírito; os poemas, então, eram clássicos companheiros desse seu romantismo que aflorava de vez em quando.

Pensando nisso tudo, e ainda com a cabeça em como seria o seu convite de casamento, lembrou que em algumas ocasiões tinha recebido convites com poemas, com fotos, com mensagens.

Bom, não precisou analisar muito para considerar que, na sua opinião, por mais romântica que estivesse, e por mais linda que fosse a mensagem ou homenagem ao amor do casal, esse não era o tipo de coisa que deveria estar no convite, ou, pelo menos, não no dela.

Não a considerem mal, isso era sua opinião sobre o próprio convite de casamento. Ao contrário, todos os convites que houvera recebido onde havia mensagens lindas e tantas inovações românticas a tocaram. Acreditem, ela tinha gostado, mas não para o dela.

Para a nossa querida noiva, o convite deve servir para convidar. As homenagens, mensagens e tudo mais, são dispensáveis no convite, dada a felicidade, o amor e o entrosamento dos noivos na celebração e na festa. Até porque, quem recebe um convite de casamento, pressupõe que aquelas duas pessoas se amam muito e que, por isso, seus pais estejam convidando para o casamento.

Assim, no convite dela irá conter o essencial para convidar: os nomes dos pais dos noivos, que convidam para o casamento dos seus filhos, os nomes dos noivos, a indicação do local e hora em que o casamento irá se realizar, o local da festa, o endereços dos pais dos noivos, a indicação do R.S.V.P., e só.

E ainda, ela não tinha chegado a nenhuma conclusão sobre a indicação dos locais para hospedagem dos convidados que viriam de outra cidade para o casamento, e também da indicação dos locais da lista de presentes.

Ela já tinha recebido convites com cartõezinhos separados com estas informações, mas não tinha decidido se iria fazê-los da mesma forma ou não. Sobre a lista de presentes, ela sabia que existia a opção dos convidados perguntarem no ato de confirmação de presença no número indicado no R.S.V.P., ela só não sabia se seus convidados também sabiam disso.

De todo modo, isto de cartõezinhos era uma decisão que poderia, e iria, ser decidida mais tarde. Por ora, bastava concluir que no seu convite estaria o simples e sem declarações de amor, já que todas elas seriam testemunhadas ao vivo pelos seus convidados no dia 12 de maio de 2012.


(Postagem referente ao dia 28.05.2011)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Repondez, S’il vous plaît, monsieur!

Tinha saído na hora do almoço do trabalho para um programa bem rápido, mas nem por isso menos gostoso: almoço com as amigas. Tem coisa melhor do que dar risada e se divertir um pouquinho no meio do dia?


E é claro, que, nesse estágio da vida, todas eram monotemáticas como ela: falar em casamento, pensar em casamento, organizar casamento... ufa! Chegou a cansar.


E, juntas, notaram como é engraçado isso de épocas da vida. Houve uma tempo que o grande evento da vida era a festa de 15 anos, depois foi o vestibular, daí para a formatura foi um pulo, eis que estamos na fase casamenteira, logo logo serão os aniversários de criança!


O bom é ter boas, grandes, velhas e novas amigas para conversar e se divertir, compartilhar cada fase da vida.


Naquele almoço o assunto principal foi mesmo a lista de convidados. É claro que ela mesma tinha puxado o assunto. Só não tinha noção de como aquele problema particular dela era o mesmo para todas as suas amigas.


Como estavam presentes amigas que tinham acabado de casar, elas foram dando algumas dicas. Foi então que a turma das organizadoras de casamento puxou em coro seus bloquinhos da bolsa e começaram a anotar.


No fim do almoço, uma lista gigante de dicas, umas bem preciosas até, e muito assunto pendente para o próximo encontro!


Ao rever a sua lista, ela notou uma dica realmente importante: a confirmação dos convidados.


Foi quando notou a sigla R.S.V.P., tinha simplesmente anotado isso na hora das milhares de dicas das amigas, até porque ela tinha certeza que saberia do que se tratava depois.


Aliás, muita gente não sabia do que significava, só sabia que era uma sigla que indicava que os convidados deviam ligar para confirmar a presença.


Com os seus parcos conhecimentos de francês, para ela a língua mais linda e charmosa do mundo, ela sabia que resumia a frase “Repondez s’il vous plaît.”, que em bom português é “Responder, se vós puderes”, que no final das contas é “Por favor, responda.”


Além de ser elegante, ela sabia que isso era essencial, para que se tenha vaga idéia de quantas pessoas vão, de fato, para a sua festa. É claro que ela sabia, inclusive, que muita gente ia para festa apesar de não ter confirmado. Mas, ainda assim, era uma boa opção para mensurar o tamanho da festa.


Ela também ficou sabendo que o R.S.V.P. também serve para as pessoas que ligarem confirmando procurarem saber sobre a lista de presentes (que é uma outra grande questão!), o que pode ser muito melhor do que mandar um cartãozinho junto com o convite com os lugares onde havia lista de presentes disponível.


Bom, fazendo umas contas por cima, e segundo as informações de suas amigas casadoiras, imaginou que haveria uma média de 15% da festa que comparecia apesar de não confirmar. Bom, essa era mais uma informação para constar da sua equação gigantesca para a lista real.


No fim, decidiu duas coisas: 1) a sua festa teria R.S.V.P. com certeza; 2) precisava encontrar mais com suas amigas.