Organizando um casamento em um ano (bissexto).


domingo, 15 de maio de 2011

E o dia D?

Depois de uma noite povoada de sonhos, flores, igrejas e festas, a conclusão foi que a data precisava ser marcada. Afinal, era mais que necessário um horizonte fixo para ter uma vaga idéia da antecedência segura para cada coisa a ser organizada e, consequentemente, o prazo para que tudo estivesse, enfim, decidido e providenciado.

A lista de uma página que não precisou mais do que dez minutos para ser produzida, no dia anterior, trouxe a certeza de que as coisas precisavam ser organizadas JÁ!

Mas, como escolher coisas tão elementais como data e lugar? Ela precisava de ajuda.

“Mãe, eu estava pensando… eu queria casar num lugar bem lindo, na frente do mar, num fim de tarde.”, ela compartilhou com a sua fiel escudeira de escolhas dos próximos meses.

“Nós não moramos na praia, minha filha. Casamento tem que ser na casa da noiva.”, foi categórica.

“Mas, na frente do mar ia ser tão mais bonito…” Essa foi a primeira frase de uma longa discussão. Ela se deu conta que, definitivamente, teria que fazer concessões.

“Tem que ser na casa, na cidade da noiva.”

Foi a frase final da discussão, que pelo visto poderia ter acabado no começo da conversa, já que a decisão predefinida foi a palavra final mesmo.

Ela não concordava muito com aquela decisão. Primeiro, que ela não sabia de onde vinha essa obrigatoriedade toda, afinal, onde isso está escrito mesmo?

“Ah, o casamento é meu!”, ela ainda tentou argumentar.

“Não, senhora… o casamento é tanto dos noivos quanto de suas famílias”, a mãe deu o veredicto.

Pelo visto, o casamento é principalmente das mães dos noivos.

O fato é que antes mesmo de ficar noiva ela já tinha idealizado seu casamento, e teria que se acostumar a partir dali com a idéia de que não seria tudo exatamente como desejou.

“Tudo bem, alguém tem que ceder. Mas qualquer outra concessão tem que ser muito conversada a partir daqui.”, pensou e decidiu.

Ela deixou passar isso, porque tinha uma coisa muito mais importante para pensar. Quando? Qual o critério da data? Chegou a alguns critérios para a escolha:

- melhor que seja no sábado, dia de semana não dá, e sendo a noite, o domingo serve para se recuperar da festa!

- tem que ser numa época que não faça nem tanto calor nem tanto frio. Um clima ameno ajuda nas maquiagens, nos penteados, nas roupas e no conforto de todos.

- de preferência, a data precisa ter algum significado. Mas também, se não tiver isso não é indispensável!

Ela foi no seu quarto, fuçou suas coisas e achou uma agenda. Foi direto para a folhinha de 2012.

“Começamos bem, 12 é meu número da sorte”, pensou consigo mesma.

“Clima ameno… maio, por que não? E ainda por cima, é o mês das noivas. Já temos até um significado aqui!”

Passou o dedo por todos os sábados da folhinha e então, uma surpresa!

“12 de maio de 2012 é um sábado! Que bom!”, vibrou ela. “12 de maio de 2012, 12 de maio de 2012, 12 de maio de 2012…”, repetiu, repetiu, repetiu a data até cansar.

Sentou na cama, pegou a agenda, fez um círculo de caneta vermelha na data escolhida. E então, deitada, olhando para o teto cheio de estrelinhas brilhantes pensou:

“Doze de maio de dois mil e doze. Me apeguei a essa data.”

2 comentários:

  1. Hahhahah! Adorei! Casamento é mesmo uma festa para a família. hehehehe Bem que a familia da noiva podia morar em Paris. Seria tão mais romântico que Feira de Santana.

    Ass: O Noivo

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  2. É isso ai, Ju.
    Estou bem animada com os textos...
    Beijos,
    Geo

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