Estivera por poucos horas na frente do computador naquela noite, com um saldo para lá de positivo: 4 recados, 2 convites para evento e 3 fotos compartilhadas. Nesses dias ela ficava impressionada com o poder do mundo virtual.
As pessoas se encontram, conversavam, compartilhavam fotos, histórias, sem nem ao menos sair de casa. No dia que elas passarem a dividir uma cerveja pela Internet será, de fato, o fim da vida social tradicional.
O pior de tudo é que essa sociabilidade virtual exacerbada não é somada ao convívio contínuo com as pessoas, ao contrário ela anula a necessidade (para alguns) de se encontrar com o outro para uma simples conversa.
Acontece mais ou menos assim: você tem um amigo que não vê há anos, procura na sua lista de amigos. Se o encontra, manda uma mensagem pública, ou mesmo privada, colocam as novidades em dia, e pronto. Foi suficiente. Se não encontra, você pesquisa o nome, adiciona, e faz o mesmo procedimento. Em outros tempos, o encontro se daria por acaso, trocariam telefones e marcariam um dia para tomar um chopp.
Bom, por outro lado, ela não podia negar a facilidade de encontrar, combinar as coisas, manter contato com as pessoas pela Internet. E se essa facilidade existia, ela estava disposta a usá-la mesmo.
“Mas”, começou a pensar, “até quanto um convite de casamento, por exemplo, pela internet, é levado a sério por quem está sendo convidado?” E as dúvidas não pararam por aí. “Deve-se contabilizar os convites feitos virtualmente?”
Esses tais convites virtuais poderiam ser dar de duas maneiras, na opinião dela. De um lado, um convite virtual mais formal e direcionado por e-mail, colocando em anexo o seu próprio convite de casamento digitalizado.
“E-mail ser sinônimo de formalidade! Esse mundo está perdido!”, divagou ela.
Outra forma de convidar é enviar uma mensagem coletiva por uma rede social qualquer, contabilizar as respostas positivas, correr atrás das abstenções de resposta, e tentar convencer as negativas.
Chegou à conclusão que o convite por e-mail é, sim, uma opção possível. Afinal, quem hoje em dia não tem e-mail? Até avó já tem.
Aliás, esse seria inclusive um ponto a ser destacado quando fosse definir o convite, pediria uma versão digitalizada.
Em relação à forma virtualmente menos formal de convidar, através das redes sociais, pensou que devesse ser considerado, sim, um convite. Afinal, se a pessoa se deu ao trabalho de escrever uma mensagem e escolher a dedo os destinatários é porque quer a presença deles. Mas, nesse caso, vale uma confirmada mais perto da data da festa.
No fim, o importante é convidar quem se gosta, e fazer brotar no outro a sensação de ser realmente convidado para sua festa! Até porque, quem você deseja muito que esteja lá sabe disso, e, certamente, estará compartilhando contigo esse momento!
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ResponderExcluirParabéns Julia! continue nos ajudando