Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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sábado, 11 de junho de 2011

E começa a maratona da entrega dos convites...

Ela foi à gráfica disposta a deixar tudo acertado. Agora que já tinha o número de convidados e, portanto, o número de convites, e ainda, ia aproveitar logo para fechar o modelo. Nada melhor que resolver pendências, colocar OK na lista.

Estando lá ficou satifeita com o resultado e queria logo fechar quando seriam entregues os convites para ela, para que pudessem ser escritos os nomes dos convidados. E, no fim, para que o convite chegasse a tempo nas mãos de todos, inclusive dos que moram em outros estados ou países.

Sabia, ainda, que iria demorar, pelo menos, uns 15 dias para entregar todos os convites, porque não existe coisa mais chata do que isso. Até porque, em alguns casos, é necessário ir na mesma casa, diversas vezes, para conseguir encontrar alguém que receba.

Foi informada que o convite devia ficar pronto e ser entregue aos noivos para a distribuição um mês antes do casamento. E isso já inclui o tempo gasto com a escrita dos destinatários.

Ficou assustada, um mês definitivamente era pouco tempo! Infelizmente, ela não teria os seus dias livres antes do casamento para entregar os convites, e não queria acabar a entrega dos convites na véspera do grande dia.

Depois de muito falar, falar, pedir, quase chorar, conseguiu que o convite fosse entregue um mês e meio aos noivos. Não era o melhor dos mundos, mas pelo menos ficou menos apertado.

Bom, agora era se preparar para a maratona de entrega dos convites, fazer uma força tarefa com os pais dos noivos, eles próprios, e quem mais puder, para que essa tática de guerrilha sirva para a entrega em tempo hábil dos convites.

(Postagem referente ao dia 01.06.2011)

terça-feira, 31 de maio de 2011

New message: You’ve got an invitation!

Estivera por poucos horas na frente do computador naquela noite, com um saldo para lá de positivo: 4 recados, 2 convites para evento e 3 fotos compartilhadas. Nesses dias ela ficava impressionada com o poder do mundo virtual.

As pessoas se encontram, conversavam, compartilhavam fotos, histórias, sem nem ao menos sair de casa. No dia que elas passarem a dividir uma cerveja pela Internet será, de fato, o fim da vida social tradicional.

O pior de tudo é que essa sociabilidade virtual exacerbada não é somada ao convívio contínuo com as pessoas, ao contrário ela anula a necessidade (para alguns) de se encontrar com o outro para uma simples conversa.

Acontece mais ou menos assim: você tem um amigo que não vê há anos, procura na sua lista de amigos. Se o encontra, manda uma mensagem pública, ou mesmo privada, colocam as novidades em dia, e pronto. Foi suficiente. Se não encontra, você pesquisa o nome, adiciona, e faz o mesmo procedimento. Em outros tempos, o encontro se daria por acaso, trocariam telefones e marcariam um dia para tomar um chopp.

Bom, por outro lado, ela não podia negar a facilidade de encontrar, combinar as coisas, manter contato com as pessoas pela Internet. E se essa facilidade existia, ela estava disposta a usá-la mesmo.

“Mas”, começou a pensar, “até quanto um convite de casamento, por exemplo, pela internet, é levado a sério por quem está sendo convidado?” E as dúvidas não pararam por aí. “Deve-se contabilizar os convites feitos virtualmente?”

Esses tais convites virtuais poderiam ser dar de duas maneiras, na opinião dela. De um lado, um convite virtual mais formal e direcionado por e-mail, colocando em anexo o seu próprio convite de casamento digitalizado.

“E-mail ser sinônimo de formalidade! Esse mundo está perdido!”, divagou ela.

Outra forma de convidar é enviar uma mensagem coletiva por uma rede social qualquer, contabilizar as respostas positivas, correr atrás das abstenções de resposta, e tentar convencer as negativas.

Chegou à conclusão que o convite por e-mail é, sim, uma opção possível. Afinal, quem hoje em dia não tem e-mail? Até avó já tem.

Aliás, esse seria inclusive um ponto a ser destacado quando fosse definir o convite, pediria uma versão digitalizada.

Em relação à forma virtualmente menos formal de convidar, através das redes sociais, pensou que devesse ser considerado, sim, um convite. Afinal, se a pessoa se deu ao trabalho de escrever uma mensagem e escolher a dedo os destinatários é porque quer a presença deles. Mas, nesse caso, vale uma confirmada mais perto da data da festa.

No fim, o importante é convidar quem se gosta, e fazer brotar no outro a sensação de ser realmente convidado para sua festa! Até porque, quem você deseja muito que esteja lá sabe disso, e, certamente, estará compartilhando contigo esse momento!

domingo, 29 de maio de 2011

Não basta convidar, tem que encantar

O primeiro item da sua lista de coisas a organizar para o casamento já estava mais ou menos encaminhada. A lista de convidados já tinha se delineado e, apesar da possibilidade de mudanças até a impressão e distribuição dos convites, sabia que não iria ser muito diferente do que já estava definido.


Foi assim, divagando na ida ao trabalho, que se deu conta de um item indispensável: os convites. E, foi então, que ela quase bateu o carro de tão absorta que estava com a infinidade de dúvidas que tinham, de repente, tomado suas idéias.


Ela sabia que muitas pessoas não dão a devida importância ao convite, do que quer que seja, mas isso não se aplicava a ela. Convites de aniversário, formatura, ou de qualquer pequena reunião que promovia, eram pensados e preparados cuidadosamente, ainda que dentro das proporções do evento.


Para ela, o convite era o que devia simbolizar a festa, logo de início, até porque, como todo mundo sabe, “a primeira impressão é a que fica”.


Escolher seu convite de casamento tinha que ser algo especial, praticamente um amor à primeira vista. Não desejava, de forma alguma, ser convencida que um determinado modelo era melhor que os outros. Deveria haver uma empatia instantânea com o modelo.


De outro lado, ela sabia também de alguns critérios básicos para a escolha. “Nada de muitas inovações”, ela falou para sim mesma quando desligou o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava.


Saiu do carro em direção ao elevador, pensando que casamento, em si, tem uma formalidade inerente, então não dava para ser convite de casamento com cara de convite de “churrascão” de domingo, ainda que fosse essa a opção da festa.


Imaginava que seu convite deveria ter a cara da festa do seu casamento, baseado no seu jeito e no dele. Sabia que muitas iam ser as escolhas a fazer: tamanho, cor, letra, tipo, forma de indicação do destinatário, apresentação, e outras infinidades de coisas, mas todas elas deveriam estar alinhadas com seu próprio gosto.


Ela, por fim, decidiu pesquisar estilos, cores e formatos, para, só então, escolher o que mais lhe agradava. Porque até aquele momento ela só sabia que queria algo leve, não muito inovador, e, definitivamente, isso não era suficiente para embasar sua escolha.


Na volta para casa, iria abrir sua gaveta de “coisas a jogar fora um dia”, resgatar vários convites que tinham recebido nos últimos tempos e que tinha gostado, ia pesquisar e começar a visitar gráficas. Ela sabia, que cada vez mais, teria que tomar as rédeas da organização do casamento e “colocar a mão na massa”.


Foi então que encontrou a definição exata do que queria do convite do seu casamento, justo na hora que entrava no trabalho. Parou e pensou que, na verdade, queria um convite que fizesse os convidados terem vontade de ir para sua festa, e que os encantasse desde o primeiro momento.


“É isso”, pensou satisfeita, “meu convite tem que ser encantador!”



(Postagem referente ao dia 26.05.2011)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Repondez, S’il vous plaît, monsieur!

Tinha saído na hora do almoço do trabalho para um programa bem rápido, mas nem por isso menos gostoso: almoço com as amigas. Tem coisa melhor do que dar risada e se divertir um pouquinho no meio do dia?


E é claro, que, nesse estágio da vida, todas eram monotemáticas como ela: falar em casamento, pensar em casamento, organizar casamento... ufa! Chegou a cansar.


E, juntas, notaram como é engraçado isso de épocas da vida. Houve uma tempo que o grande evento da vida era a festa de 15 anos, depois foi o vestibular, daí para a formatura foi um pulo, eis que estamos na fase casamenteira, logo logo serão os aniversários de criança!


O bom é ter boas, grandes, velhas e novas amigas para conversar e se divertir, compartilhar cada fase da vida.


Naquele almoço o assunto principal foi mesmo a lista de convidados. É claro que ela mesma tinha puxado o assunto. Só não tinha noção de como aquele problema particular dela era o mesmo para todas as suas amigas.


Como estavam presentes amigas que tinham acabado de casar, elas foram dando algumas dicas. Foi então que a turma das organizadoras de casamento puxou em coro seus bloquinhos da bolsa e começaram a anotar.


No fim do almoço, uma lista gigante de dicas, umas bem preciosas até, e muito assunto pendente para o próximo encontro!


Ao rever a sua lista, ela notou uma dica realmente importante: a confirmação dos convidados.


Foi quando notou a sigla R.S.V.P., tinha simplesmente anotado isso na hora das milhares de dicas das amigas, até porque ela tinha certeza que saberia do que se tratava depois.


Aliás, muita gente não sabia do que significava, só sabia que era uma sigla que indicava que os convidados deviam ligar para confirmar a presença.


Com os seus parcos conhecimentos de francês, para ela a língua mais linda e charmosa do mundo, ela sabia que resumia a frase “Repondez s’il vous plaît.”, que em bom português é “Responder, se vós puderes”, que no final das contas é “Por favor, responda.”


Além de ser elegante, ela sabia que isso era essencial, para que se tenha vaga idéia de quantas pessoas vão, de fato, para a sua festa. É claro que ela sabia, inclusive, que muita gente ia para festa apesar de não ter confirmado. Mas, ainda assim, era uma boa opção para mensurar o tamanho da festa.


Ela também ficou sabendo que o R.S.V.P. também serve para as pessoas que ligarem confirmando procurarem saber sobre a lista de presentes (que é uma outra grande questão!), o que pode ser muito melhor do que mandar um cartãozinho junto com o convite com os lugares onde havia lista de presentes disponível.


Bom, fazendo umas contas por cima, e segundo as informações de suas amigas casadoiras, imaginou que haveria uma média de 15% da festa que comparecia apesar de não confirmar. Bom, essa era mais uma informação para constar da sua equação gigantesca para a lista real.


No fim, decidiu duas coisas: 1) a sua festa teria R.S.V.P. com certeza; 2) precisava encontrar mais com suas amigas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Auto-convites e abstenções: contar com eles?

Depois da conversa com sua mãe, ficou com uma pergunta martelando na cabeça.


“Como é que eu faço uma festa, convido as pessoas porque quero que elas possam estar comigo neste dia, mas acabo contando com a falta delas para saber o número de convidados?”


Era mesmo estranho. Porque, no fundo, o que ela queria mesmo é que todas as pessoas que ela convidassem pudessem ir na sua festa. É mesmo estranho convidar esperando que não vá.


Enfim, seria mesmo uma pena não poder contar com a presença de todos, mas acabou se convencendo que, de fato, nem todo mundo poderia ir para sua festa.


Até porque seria a melhor oportunidade de juntar seus amigos, os amigos dele, os amigos dos pais, só gente querida, num lugar só.


Foi conversando com amigos, pessoas próximas, quem se casou e quem está para se casar, todos tinham a mesma impressão que o grande primeiro desafio era desenvolver essa fórmula complicadíssima:


(Número de convites X 3) – 20% = quantidade real de convidados numa festa.


Isto mesmo, chegou a conclusão que havia uma abstenção media de 20% de convidados. Eram 20% das pessoas que poderiam estar lá mas não estão.


O segredo de tudo isso é não achar que, por causa dos 20% a menos, você pode convidar 20% a mais, senão a conta fica ainda mais complicada.


Fez e refez a lista final pelo menos uma centena de vezes. Asteriscos aos montes do lado das pessoas que poderiam ser cortadas (existe coisa mais difícil que cortar lista de convidados?), os na cor vermelha eram os que não podiam faltar mesmo (ai deles que se abstivessem de ir), e lá iam tantas as marcações que ela mesma se perdia.


Foi então que começou a perceber um fenômeno curioso: além da sua lista de convidados espontâneos, começaram a pipocar auto-convites, em toda parte. ã academia, no shopping, no salão, no barzinho.


A culpa era mesmo dela porque, em razão da sua felicidade estampada, não tinha como evitar a primeira novidade que lhe vinha na cabeça ao encontrar um conhecido: Vou casar!


Essa frase era necessariamente acompanhada de um sonoro “me convide”! Restava saber se estas pessoas estariam incluídas nos 20% que não vão.


Engraçado isso, já estava contando com os lugares vazios. Precisava agora parar de rodar por aí, senão não saberia onde sua lista iria parar.



(Postagem referente ao dia 24.05.2011)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quantidade de convites X quantidade de convidados

O dia tinha amanhecido chuvoso. Ela teria que ir trabalhar, mas preferia ficar deitada na cama embaixo da sua coberta de ursinho (ai, que delícia...).

Tinha sido uma noite agitadíssima. Aliás, suas noites passaram a ser povoadas por um único tema onírico. Ela já tinha casado pelo menos uma dezena de vezes, em pelo menos uma dezena de lugares, numa dezena de situações diferentes. A única coisa que nunca mudava mesmo era o noivo!

Aquela noite tinha tido um sonho nesse mesmo tema, mas com um conflito a mais. O local da festa não cabia a quantidade de pessoas. Havia senha para entrar, sentar, comer. Todo mundo apertado, sem espaço para se mexer.

Era, digamos, como a “pipoca” do Chiclete com Banana na Avenida 7 de Setembro em pleno carnaval em Salvador (os baianos sabem, aqueles que já estiveram na Bahia no carnaval já sabem, e até quem nunca esteve no Carnaval de Salvador deve ter vaga idéia do aperto).

Ela acordou tensa, preocupada, ainda que confortável na sua toalha de ursinho. Mas precisava de, no mínimo, uma calculadora.

Era, de fato, muita conta para fazer. Uma sucessão de perguntar que levaram à suposição de quantos convidados estariam no dia do seu casamento e na sua festa.

Bom, vamos partir de um número, que está diretamente relacionado à lista de convidados e àquela lista ideal: o número de convites.

Na verdade, essa era uma decisão que precisava ser tomada logo, já que em breve teria que contratá-los, fazer os pedidos e, logo em seguida, mandar o nome dos convidados para que alguém com uma caligrafia linda pudesse escrever.

Esse número já tinha sido discutido com sua mãe, e já tinha sido definido. A partir daí, como prever o número de convidados por convite, em média?

Foi se arrumar para o trabalho, tomar seu café da manhã, pensando nessa pergunta. Acabou sendo relativamente fácil prever. Levando em consideração as festas de casamento que tinha sido convidada, que seus pais tinha sido convidados, e que acabavam tendo seus convites estendidos para a família inteira, começou a pensar na média de quatro pessoas por convite.

Ela, definitivamente, se assustou. Essa multiplicação tinha resultado num número gigantesco. Foi aí que foi conversar com sua mãe que, com certeza, tinha mais experiência com casamentos do que ela própria.

Sua mãe tentou tranqüilizar, dizendo que não era bem assim. Que, na verdade, a conta que se fazia eram três pessoas por convite. Tudo bem que ela não ficou muito convencida desse número. Tudo bem que o fato de ser três, e não quatro, pessoas por convite, não tinha feito da sua festa um casamento intimista. O número continuava alto. Bem alto.

Olhou para espelho antes de sair de casa, respirou fundo, pensou nos 10 mandamentos que tinha escrito há alguns dias. “Divirta-se e pronto”, decidiu.

tags: lista, convidados, convite

domingo, 22 de maio de 2011

Quanto cabe da lista de convidados para cada um?

Tendo consciência do quanto poderia gastar, e de qual seria o tamanho ideal da lista, ela ficou pensando, martelando, como seria a divisão da lista de convidados.

É certo que o casamento é uma festa não só dos noivos, mas também das suas famílias. Isso ela já tinha assimilado. Mas, a partir daí, saber o quanto cabe a cada um na lista final era uma desafio. Principalmente porque ela tinha um problema enorme: a lista dos seus pais.

Não achava justo que uma festa de várias famílias tivesse uma lista de convidados com mais hegemonia de uma lista em relação às outras.

“Melhor não sofrer por antecipação. Vamos esperar as listas dos pais do noivo.”, concluiu. Se a coisa ficasse apertada, deveriam ser definidos os critérios de quanto tirar dos convidados de cada um.

Ela esperou ansiosamente para que tivesse noção do total da lista. Esperava tanto que não precisasse cortar ninguém. “Existe coisa mais chata do que ficar quantificando o quanto cada um dos possíveis convidados merece mais ou menos estar na lista final”. É, de fato, não era uma das coisas melhores a se fazer.

Na verdade, ela tinha chegado a conclusão de que a lista de convidados era definitivamente a coisa mais chata e incômoda na organização de uma festa.

Enfim, o dia chegou. Conseguiu juntar todas as listas, e ficou feliz de ver que a lista final não tinha ficado tão grande quanto ela imaginava.

Se, por acaso, precisasse cortar alguns convidados, seguiria os critérios que já tinha pensado antes, de proporcionalidade quanto aos tamanhos das listas. Bom, nesse caso, sua mãe teria que recalcular as possibilidades de diminuição de uma lista gigantesca, que era quase a metade da festa!

A lista que cabe no bolso

Aquela pergunta martelava na sua cabeça “mas, quantos ficar?”, “quantos convidados incluir?”, “como definir a extensão da lista?”. Na verdade, ela se perguntava a mesma coisa, diversas vezes, de várias formas para tentar chegar a um denominador sobre uma pergunta só:

“Qual a o tamanho ideal da lista de convidados?”

Essa pergunta podia até parecer simples de responder, mas ela tinha cada vez mais certeza de que não era.

Isso porque, no fundo, o que todo mundo quer é uma festa de casamento cheia de gente bacana, para se divertir muito e dividir aquele momento importante.

Só que ela foi chegando a uma certeza cada vez que pensava sobre o tamanho da lista. Na verdade, tinha que caber no bolso.

Feliz ou infelizmente, tudo na vida toma tempo e dinheiro. No caso da lista de casamento, o valor é o grande limitador. Aliás, não só da lista de convidados, mas de tudo que envolve a celebração e a festa.

Não dá para sonhar num casamento de conto de fadas, se não se pode pagar por isso.

E essa regra deve servir para a lista de convidados também. Ela tem que ser do tamanho que se pode pagar, já que o custo de um casamento deve ser dividido por cabeça. E com essa conta, a gente fica sabendo quantos convidados dá para ter.

Então é isso. Não foi a conclusão mais feliz que ela chegou, mas, pelo menos foi uma conclusão realista. Sua festa teria o tamanho que pode ter.

Ela só sabia que, independente do tamanho que sua festa, ela ia ser a melhor do mundo, simplesmente por ser a sua e do seu noivo, por ser dos dois.

(postagem referente ao dia 21.05.2011)

sábado, 21 de maio de 2011

Como enxugar a lista?

A lista de convidados não estava pronta ainda. Disso ela tinha certeza. O que ela não sabia mesmo era como terminá-la.

Ela tinha seguido seu método de fazer uma lista despreocupada, mas parecia que tinha colocado uma dose grande demais de despreocupação.

Agora ela tinha em mãos uma lista gigantesca, muito longe da ideal, com muita gente que ela gostava, e com necessidade de ser diminuída. Ela só não sabia por onde começar.

Tinha que definir critérios próprios para isso. Mas, quais? Temporais? De afinidade? Por grupos? Ela só sabia que essa era realmente uma tarefa muito difícil.

Para facilitar, ela foi enumerando critérios aleatórios, que não precisavam necessariamente seguir uma ordem, mas poderia ser uma base para o corte da lista. Mas, acabou vendo que todo critério tinha suas falhas.

Primeiro, imaginou um critério cronológico. Ou seja, dentre as tantas pessoas que gostaria de ter no seu casamento, escolheria aquelas que encontrou, falou, conversou nos últimos três anos.

Por que três? Não sabia. Mas, por exclusão achou que quatro anos era um tempo logo demais, e por outro lado, dois anos era um intervalo curto o bastante para tirar uma quantidade maior do que ela pretendia tirar.

Mas aí, ela percebeu que esse critério cronológico não poderia servir para todos, já que havia algumas pessoas, sim, que não via há bastante tempo, e que gostaria muito que estivesse lá no dia do seu casamento.

Haveria exceções.

Depois ela pensou na questão dos grupos, faria sua lista por grupos importantes. Aqueles que conviveu bastante, os quais tinha muitas histórias em comum, e que fizeram parte da sua vida. Era um bom critério, mas também apresentava problemas.

Havia aquelas pessoas que ela gostava muito, que queria convidar mas que, absolutamente, não faziam parte de grupo algum.

Haveria muitas exceções.

Por fim, pensou no critério das afinidades. E acabou concluindo que esse era o melhor critério, já que o que importa são as pessoas que gostava e as que gostavam dela. Não importava se faziam parte de grupos pré definidos, ou se havia muito tempo que não via. Valia a sua vontade de tê-las por perto.

Sabia que esse era um critério que só poderia aplicar a sua própria lista, já que a do seu noivo ele que deveria escolher como diminuir. Além disso, não teria muita ingerência na lista da sua mãe, ela que deveria cortar – e muito – sua própria lista.

Depois de pensar nos critérios, começou a diminuir a lista. Aos poucos ela foi ficando menor, e percebeu que, na verdade, estava treinando seu próprio desapego. Sim, ela era apegada também a pessoas.

Foi cortando, diminuindo, ponderando. Depois que as pessoas, que deviam, foram ficando de fora, foi ficando cada vez mais satisfeita com sua própria lista.

A sua lista tinha ficado enxuta, as pessoas que mais queria estavam lá. E o bom era que cada pessoa tinha um motivo especial para ter ficado. Eram os especiais. Para que combinassem com seu momento especial.

(Postagem referente ao dia 20.05.2011. Amanhã farei duas postagens, referentes a hoje e amanhã)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A menina do vestido de plumas

Começou a fazer a sua lista mentalmente. Para si própria, definiu o critério principal da especialidade das pessoas a serem convidadas, se é que essa palavra existe e nesse sentido.

Existem vários motivos para que alguém seja especial. E isso não está necessariamente associado ao quanto que você gosta de alguém. Tantas podem ser as pessoas que passam nas nossas vidas, que marcam a nossa história, mas que, na hora de fazer uma lista de convidados para o seu casamento, você não se sente inclinado a incluir.

“O que deve ser especial numa pessoa para que eu convide a partilhar um momento importante desse na minha vida?”, divagou ela.

Para ser especial de verdade, inesquecível para você, e indispensável na sua festa, a pessoa, além de ter feito parte da sua vida, além de você gostar, amar muito, mais do que tudo isso, ela deve ter tido uma participação no seu próprio casamento, seja na história do casal, seja num momento específico na organização do casamento, seja porque, ao saber da notícia, ela passou a viver um pouquinho contigo essa loucura de mudança e turbilhão de coisas, que é o começo da organização de uma vida a dois.

Ela não precisou pensar muito para conseguir enumerar essas pessoas realmente especiais e que, com certeza, iriam ser chamadas para o seu casamento, e estariam lá na igreja, vendo-a entrar vestida de noiva, e na festa, curtindo cada momento dessa celebração.

Nisso, não pôde deixar de eleger aquela pessoa realmente especial, aquele sorriso que ela queria muito poder enxergar quando colocasse o pé na igreja, aquela amiga de uma vida inteira, aquela pessoa que a estimulou a experimentar o primeiro vestido de noivas da sua vida, aquele vestido que parecia de plumas.

Ela sabia que não veria aquele sorriso na igreja, e que não poderia compartilhar com ela sua festa, mas jamais esqueceria aquela tarde divertidíssima em que esteve anônima numa loja cheia de vestidos (alguns com gosto, digamos, duvidoso), onde pode experimentar alguns.

Entre tantos e milhares de vestidos, experimentou um especial, não para si, mas para que ela visse. Ele tinha a saia com aspecto de plumas, uma faixa prateada na cintura, tomara que caia. Era mesmo lindo, apesar de não ser o seu possível escolhido, poderia ser o escolhido dela. E, ao experimentar, ficou realmente lindo.




Além do mais, aquela sensação única de experimentar pela primeira vez um vestido de noiva foi compartilhada exclusivamente com uma pessoa tão linda, e especial, que vale a lembrança para uma vida inteira.

Muitos outros vestidos seriam experimentados, o seu próprio seria escolhido, e a cada vez que se visse de branco e véu na frente de um espelho, lembraria daquela cena, daquela tarde tão divertida e feliz, saberia que a sua amiga não estaria lá para vê-la vestida de noiva no dia do seu casamento, mas, sem dúvida, estaria feliz com a sua própria felicidade.

Ela sabia que, apesar das duas terem desejado muito, a querida menina do vestido de plumas não estará na igreja em 12 de maio de 2012, não estará na pista de dança na sua festa, mas estará na sua vida para sempre, dentro do seu coração.

Vestido: Lazaro

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dificuldade gigantesca número um: quem convidar?

De uma hora para outra, a sua vida passou a ser um mar de listas. Lista de prioridades, lista de coisas a fazer, 10 mandamentos. Ela tinha certeza que essa quantidade grande de enumerações serviram para treiná-la para uma lista grande, e complicadíssima, que deveria ser feita logo.

Afinal, quantas pessoas eu posso chamar para minha festa? Como dividir a lista entre os pais dos noivos e os próprios noivos? Por onde começar a se organizar?

E essas perguntas eram só para começar.

Para facilitar sua vida, ela resolveu primeiro criar um método próprio para fazer a lista.

"Inicialmente, a lista deve ser uma lista despreocupada", ela pensou, "colocando absolutamente todo mundo que gostaria de convidar".

Pediu que tanto seus pais, quanto seus sogros fizessem uma lista assim. A lista do noivo foi feita em conjunto com a dela, também de forma despreocupada.

Então, todas as listas foram reunidas e agora, claro, era necessário começar a cortar.

Na verdade, ela não sabia as porcentagens que deveriam caber para cada família. Mas, resolveu definir o seguinte método, que anotou em letras garrafais e prendeu na parede:

1.Cada um (noivos e pais) devem fazer suas próprias listas despreocupadas.
2. Somar e ver se há nomes repetidos, eliminá-los e depois contar o total.
3. Definir o número real de convidados pretendido.
4. Ver quanto da lista despreocupada precisa ser eliminada para caber no número real de convidados.
5. Dividir a quantidade de convidados que precisam ser eliminados proporcionalmente a cada lista. Ou seja, a lista maior teria um corte maior em números absolutos, mas proporcional aos cortes das outras listas.

Ela sabia que havia pessoas que não podia deixar de convidar, e se questionava se era realmente necessários chamar absolutamente toda a sua árvore genealógica, e a árvore genealógica dos seus pais e avós.

Bom, mas não adiantava discutir nada naquele momento. Nada estava decidido ainda, e faltava muito para o final da negociação da lista de convidados. Estava só começando.

No fundo, o que ela queria mesmo era uma festa menor, principalmente para seus amigos e de seu noivo, e os amigos mais próximos de seus pais e dos pais do noivo, que conheciam o casal.

Mas, com o passar do tempo, e das primeiras discussões, antes mesmo da lista começar a ser escrita, foi percebendo que não conseguiria que as coisas fossem assim.

Afinal, segundo sua mãe, casamento é uma festa de família. Não é só uma festa dos noivos, mas também de seus pais.

Mais uma vez, os mandamentos que tinha escrito ecoavam na sua cabeça:

“Não posso me esquecer do que eu não abro mão, como também não posso esquecer de quem eu não abro mão”, pensava em voz alta.

No fim das contas, ela relaxou. Tinha plena consciência de que esse era o primeiro circuito de batalhas dentro de uma guerra gigantesca até uma lista ideal para sua festa. O problema estava só começando.