Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A menina do vestido de plumas

Começou a fazer a sua lista mentalmente. Para si própria, definiu o critério principal da especialidade das pessoas a serem convidadas, se é que essa palavra existe e nesse sentido.

Existem vários motivos para que alguém seja especial. E isso não está necessariamente associado ao quanto que você gosta de alguém. Tantas podem ser as pessoas que passam nas nossas vidas, que marcam a nossa história, mas que, na hora de fazer uma lista de convidados para o seu casamento, você não se sente inclinado a incluir.

“O que deve ser especial numa pessoa para que eu convide a partilhar um momento importante desse na minha vida?”, divagou ela.

Para ser especial de verdade, inesquecível para você, e indispensável na sua festa, a pessoa, além de ter feito parte da sua vida, além de você gostar, amar muito, mais do que tudo isso, ela deve ter tido uma participação no seu próprio casamento, seja na história do casal, seja num momento específico na organização do casamento, seja porque, ao saber da notícia, ela passou a viver um pouquinho contigo essa loucura de mudança e turbilhão de coisas, que é o começo da organização de uma vida a dois.

Ela não precisou pensar muito para conseguir enumerar essas pessoas realmente especiais e que, com certeza, iriam ser chamadas para o seu casamento, e estariam lá na igreja, vendo-a entrar vestida de noiva, e na festa, curtindo cada momento dessa celebração.

Nisso, não pôde deixar de eleger aquela pessoa realmente especial, aquele sorriso que ela queria muito poder enxergar quando colocasse o pé na igreja, aquela amiga de uma vida inteira, aquela pessoa que a estimulou a experimentar o primeiro vestido de noivas da sua vida, aquele vestido que parecia de plumas.

Ela sabia que não veria aquele sorriso na igreja, e que não poderia compartilhar com ela sua festa, mas jamais esqueceria aquela tarde divertidíssima em que esteve anônima numa loja cheia de vestidos (alguns com gosto, digamos, duvidoso), onde pode experimentar alguns.

Entre tantos e milhares de vestidos, experimentou um especial, não para si, mas para que ela visse. Ele tinha a saia com aspecto de plumas, uma faixa prateada na cintura, tomara que caia. Era mesmo lindo, apesar de não ser o seu possível escolhido, poderia ser o escolhido dela. E, ao experimentar, ficou realmente lindo.




Além do mais, aquela sensação única de experimentar pela primeira vez um vestido de noiva foi compartilhada exclusivamente com uma pessoa tão linda, e especial, que vale a lembrança para uma vida inteira.

Muitos outros vestidos seriam experimentados, o seu próprio seria escolhido, e a cada vez que se visse de branco e véu na frente de um espelho, lembraria daquela cena, daquela tarde tão divertida e feliz, saberia que a sua amiga não estaria lá para vê-la vestida de noiva no dia do seu casamento, mas, sem dúvida, estaria feliz com a sua própria felicidade.

Ela sabia que, apesar das duas terem desejado muito, a querida menina do vestido de plumas não estará na igreja em 12 de maio de 2012, não estará na pista de dança na sua festa, mas estará na sua vida para sempre, dentro do seu coração.

Vestido: Lazaro

sábado, 14 de maio de 2011

Depois do noivado, marcar o casamento para quando?

Ela passou o dia inteiro pensando consigo mesma… Não é que hoje em dia muitos casais namoram por um tempo, noivam, e ficam neste estado por uma eternidade praticamente... 4, 5, 6, até 10 anos!

O mais comum é perguntar para quando vai ser o casamento, e ouvir como resposta “não sabemos”.

Depois de muito refletir sobre a situação, nossa heroína chegou a conclusão de que estes casais devam sofrer bastante, já que a experiência mostra que você acaba de ficar noiva e imediatamente começam as especulações de quando será o casamento! Pensem a angústia desses casais que devem passar 10 anos ouvindo a mesma pergunta categórica “vai casar quando?”. Bom, chega uma hora que eles ficam totalmente desacreditados de que algum dia vai chegar ao altar!

A conclusão é que se você ficou noiva realmente pretendendo casar, o noivado deve durar o tempo suficiente para você se organizar.

"Primeiro de tudo," disse ela, "tem que organizar a cabeça!".

É preciso interiorizar que essa é uma escolha importante na sua vida e ter plena certeza disso para poder seguir em frente. Ter consciência que, com o casamento, sua vida e sua rotina vão mudar completamente e estar segura que é realmente isso que você quer.

"Mas, quanto tempo?", ela falou alto e para si mesma na frente no espelho.

Bom, cada um tem seu tempo, mas dá para imaginar que uns seis meses são suficientes para pensar, repensar, e ter certeza do que se quer. Se você chegou ao fim dos seus seis meses e ficou na dúvida se é isso mesmo, está na hora de repensar esse casamento.

É claro que o casamento não deve ser algo decidido em cima da hora, e esses seis meses são para “decidir” sobre casar ou não. Isto porque, se você disse “sim” ao noivado é porque já decidiu!

"Ok, seis meses para a cabeça, mas e T-O-D-O o resto?", ela sentou na beira da cama, imaginou uma festa de casamento e teve a sensação que deve ser coisa demais para organizar.

Então, de fato, organizar um casamento exige uma lista gigantesca! Celebração, festa, vestido, e todos os outros detalhes que aparecerão por aqui nos próximos dias, semanas e meses.

"E eu vou morar onde?!", ela levantou e começou a andar insistentemente de um lado para o outro no seu quarto.

E organizar a vida de casados? Onde vão morar, quais os móveis e eletrodomésticos que vão ter que comprar, o custo médio de vida para garantir que, de fato, vocês dois juntos podem sustentar uma casa sozinhos e pagar todas as contas! Bem, esse não é o nosso assunto principal, até porque isso é algo que vai ser feito durante a vida toda, sempre se renovando.

Voltando à organização do casamento, preparem-se, é uma longa jornada, para isso, devemos reservar um ano das nossas vidas (justamente o tempo desse blog).

Fazendo a conta, então, um ano e meio são o tempo minimamente necessário para um noivado. É claro que isso não é lei nem regra, e esse tempo pode variar, a depender da situação dos noivos (se tiverem que se organizar financeiramente, por exemplo), mas considero esta uma duração razoável para o noivado.

Ela parou no meio do quarto. Sentou na cadeira da escrivaninha e começou a fazer a lista. "É coisa demais! Todo tempo do mundo não vai ser suficiente!", ela concluiu depois de uma lista de uma página inteira.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Noivamos! E então, fazer festa?

Visualizem a seguinte cena:

Ela acorda feliz naquele dia, afinal de contas, no dia anterior seu namorado passou para a categoria de noivo com um simples “sim” que ela disse. Noivos! Isso é sonho?

Então, ela vai fazer a primeira ligação do dia e eu posso adivinhar que vocês já sabem para quem é: sua mãe! Afinal de contas, a mãe sonha com esse dia desde sempre, e muitos planos já foram feitos para a filha e seu casamento (e nunca precisou existir um noivo para isso, imagine agora que ele já é uma realidade!)

O telefone chama, e ela só consegue sentir a ansiedade de como pronunciar a frase: “Mãe, adivinha? Ele me pediu em casamento!” , ou “Mãe, sabe da novidade? Estou noiva!” e ainda, “Mãe, você está falando com uma noivaaaa!”

A mãe atende, e sai, assim, de um jeito quase envergonhado:

- Mãe, estou noiva!
- Ahn? Como assim?, a mãe fala.
- É... Ele me pediu em casamento ontem de noite!
A filha espera que ela diga um sonoro parabéns, mas apenas ouve:
- Ah, não, que coisa sem graça. Tem que ter festa!

Pronto. Aconteceu o previsto: a coisa tomou uma proporção enorme, que em poucos dias irá se tornar gigantesca. Sua mãe não falará de outra coisa senão a festa de noivado.

Inicialmente, a nova-noiva-filha é tomada por um sentimento de “precisa tudo isso?’, mas logo embarca na onda e passa a aproveitar cada detalhe que irá acontecer nos preparativos para o noivado, e como vai ser este grande dia (não, não é o casamento ainda!).

É isso mesmo. Quando acontece uma coisa boa, tem que celebrar.

Vocês sabem que tradicionalmente o noivado é celebrado entre as famílias dos noivos. Segundo Vera Simão (de: Casar: do Planejamento a Celebração em grande estilo), inclusive existem registros históricos que contam como essa tradição surgiu. Na Antiguidade, por exemplo, quando os casamentos eram arranjados e o noivado servia para os noivos se conhecerem! Imaginem!

A forma do seu noivado só vai depender de você e de seu noivo. E vocês devem pensar em vários pontos, entre eles:

- quem deve estar incluído;
- como convidar;
- onde vai ser;
- que horas vai ser;
- o que servir;
- como vai ser o formato do pedido (falarei disso adiante), etc..

Pode ser um jantar com amigos e família, um almoço, um brinde... vale a imaginação e o quanto você pretende gastar. Em geral, é oferecido pelos pais da noiva, mas nada impede que os pais do noivo também façam um noivado, ou que os noivos façam um noivado com os amigos. Vale lembrar que o noivado é feito para comemorar! E quanto mais, melhor!

Quanto ao pedido, se está sendo oficialmente organizada uma festa de noivado é porque o pedido já existiu, como aconteceu na historinha acima. Muitas vezes, os noivos já estão até usando aliança!

Então, se o pedido já foi feito, aproveite o momento da festa para “informar oficialmente” a todos os presentes. E aí vale tudo, brincadeira, pai do noivo pedindo ao pai da noiva, o noivo pedindo para a noiva, a noiva pedindo para o noivo! O bom da situação é que a resposta vai ser sempre S-I-M!

Para os mais tradicionais, vão algumas dicas: o jantar de noivado deve ser requintado, e oferecido pelos pais do noiva apenas com os parentes mais próximos dos noivos, deve ser feito um discurso pelo noivo antes do jantar (pode contar a história dos dois, e pedir a mão, claro!), e, depois da aprovação dos pais, os noivos trocam as alianças (que podem ser gravadas ou não).

Se quiser algo mais formal, o pai do noivo deve colocar a aliança na noiva, e a mãe do noivo deve colocar a aliança no noivo. E cuidado, a aliança deve ser colocada na mão direita! (seu dedo anelar esquerdo deve estar reservado para o casamento!)

Ainda continuando nesse padrão, depois da troca das alianças convém o noivo presentear a noiva com um anel de brilhante, ou alguma coisa que equivalha. A noiva também deve dar algo significativo para o noivo!

Uma curiosidade: sabiam que o costume do noivo presentear a noiva com um anel de brilhante vem desde o século XV?! Essas pedras preciosas eram chamadas “pedras de Vênus”, a deusa do amor. De acordo com Vera Simão, o primeiro anel de noivado com diamante que se tem notícia foi dado por Maximiliano da Áustria a Maria de Borgonha, em 1477!

Por fim, uma coisa importante a se dizer é que o noivado não exige lembrancinha, mas ela pode existir, e se você quiser transformar o bem-casado em bem-noivado vale também!

Pesquisei para esta postagem: Vera Simão. em “Casar: do planejamento à celebração em grande estilo”.