Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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sábado, 11 de junho de 2011

Aliados fiéis da organização do casamento!

Tinha dias que ela acordava exausta! Não bastava pensar o dia todo em casamento, essa assunto não saía dos seus sonhos. Não descansava um minuto sequer. Quando achava que não estava pensando nisso, se pegava elocubrando sobre um detalhe qualquer.

Por vezes sentia que não ia dar conta...

Sabia que podia contar com sua mãe. Aliás, ela estava ajudando muito. Mas as escolhas tinham que ser suas, afinal de contas! Sabia também que podia dividir as coisas com ele, mas tinha certeza que ele ia acabar dizendo amém a tudo que sugerisse. A sua sogra também estava super presente e cada vez mais animada, mas era até difícil se encontrarem com freqüência para adiantar as coisas. Seu pai, coitado, concordava com tudo mesmo. Ufa, no fim, todas as decisões, ainda que com a ajuda de outros, passavam por ela.

Nessas horas, ela olhava o papel que prendeu na parede com a sua lista dos 10 mandamentos para a organização do casamento. Aproveite! Divirta-se! Curta essa fase!

Ela repetia, repetia, repetia como um mantra, para garantir que isso podia acabar sendo interiorizado por ela.

Mas também, por outro lado, ela sabia que estava se divertindo, conversar com sua mãe, sua sogra, seu pai, sua irmã, seu noivo era uma verdadeira aventura! Tanta coisa a pensar que chegava a dar frio na barriga.

Tinha também amigas, recém-casadas, quase casadas, e noivas. Dividia algumas coisas com elas, mas sabia que elas também tinhas suas vidas e seus próprios problemas.

Bom, no fim ela sabia que tinha que restringir as pessoas a ajudar já que muita gente podia até atrapalhar! Imaginava como seria a decisão sobre a cor da fita da embalagem do bem casado se pedisse a opinião de 10 pessoas... acabaria tendo que escolher entre 10 cores diferentes! Já cansava desde já.

Acabou preferindo se limitar a opinião e ao compartilhamento dos problemas e dúvidas com bem poucas pessoas: sua mãe, seu noivo, sua sogra, sua irmã. Seu pai invariavelmente ia ajudar, mas ia acabar concordando com a opinião de algum dos outros. Cinco cabeças já era suficiente!

É claro que toda ajuda seria sempre bem vinda, mas as escolhas deveriam ser cada vez mais práticas, senão não haveria tempo! Não mesmo!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dificuldade gigantesca número um: quem convidar?

De uma hora para outra, a sua vida passou a ser um mar de listas. Lista de prioridades, lista de coisas a fazer, 10 mandamentos. Ela tinha certeza que essa quantidade grande de enumerações serviram para treiná-la para uma lista grande, e complicadíssima, que deveria ser feita logo.

Afinal, quantas pessoas eu posso chamar para minha festa? Como dividir a lista entre os pais dos noivos e os próprios noivos? Por onde começar a se organizar?

E essas perguntas eram só para começar.

Para facilitar sua vida, ela resolveu primeiro criar um método próprio para fazer a lista.

"Inicialmente, a lista deve ser uma lista despreocupada", ela pensou, "colocando absolutamente todo mundo que gostaria de convidar".

Pediu que tanto seus pais, quanto seus sogros fizessem uma lista assim. A lista do noivo foi feita em conjunto com a dela, também de forma despreocupada.

Então, todas as listas foram reunidas e agora, claro, era necessário começar a cortar.

Na verdade, ela não sabia as porcentagens que deveriam caber para cada família. Mas, resolveu definir o seguinte método, que anotou em letras garrafais e prendeu na parede:

1.Cada um (noivos e pais) devem fazer suas próprias listas despreocupadas.
2. Somar e ver se há nomes repetidos, eliminá-los e depois contar o total.
3. Definir o número real de convidados pretendido.
4. Ver quanto da lista despreocupada precisa ser eliminada para caber no número real de convidados.
5. Dividir a quantidade de convidados que precisam ser eliminados proporcionalmente a cada lista. Ou seja, a lista maior teria um corte maior em números absolutos, mas proporcional aos cortes das outras listas.

Ela sabia que havia pessoas que não podia deixar de convidar, e se questionava se era realmente necessários chamar absolutamente toda a sua árvore genealógica, e a árvore genealógica dos seus pais e avós.

Bom, mas não adiantava discutir nada naquele momento. Nada estava decidido ainda, e faltava muito para o final da negociação da lista de convidados. Estava só começando.

No fundo, o que ela queria mesmo era uma festa menor, principalmente para seus amigos e de seu noivo, e os amigos mais próximos de seus pais e dos pais do noivo, que conheciam o casal.

Mas, com o passar do tempo, e das primeiras discussões, antes mesmo da lista começar a ser escrita, foi percebendo que não conseguiria que as coisas fossem assim.

Afinal, segundo sua mãe, casamento é uma festa de família. Não é só uma festa dos noivos, mas também de seus pais.

Mais uma vez, os mandamentos que tinha escrito ecoavam na sua cabeça:

“Não posso me esquecer do que eu não abro mão, como também não posso esquecer de quem eu não abro mão”, pensava em voz alta.

No fim das contas, ela relaxou. Tinha plena consciência de que esse era o primeiro circuito de batalhas dentro de uma guerra gigantesca até uma lista ideal para sua festa. O problema estava só começando.