Ela desligou o telefone para dormir e se deu conta como tudo ficava vazio quando ele não estava por perto. Ao menos a sua voz do outro lado da linha servia para preencher por alguns minutos o vácuo das horas. A cada telefonema desligado, a cada beijo dado, a cada abraço apertado, a cada conversa e momento juntos, a cada decisão a tomar, tinha cada vez mais certeza do quanto estava feliz, e do quanto o queria ao seu lado.
Era o tipo de sentimento tão bom que dava vontade de espalhar para todos e em todo canto, tornar público. Bom, como se já não fosse público, como se a sua felicidade não estivesse estampada em cada sorriso e brilho nos olhos.
Aliás, para que maior publicidade para um sentimento como esse do que uma festa de casamento? E do próprio convite para testemunhar uma união para a vida inteira?
Às vezes se sentia até meio boboca, como se fizesse parte de um enredo de novela mexicana, com direito a trilha sonora e tudo mais. Muitas músicas ouvidas podiam servir para representar seu estado de espírito; os poemas, então, eram clássicos companheiros desse seu romantismo que aflorava de vez em quando.
Pensando nisso tudo, e ainda com a cabeça em como seria o seu convite de casamento, lembrou que em algumas ocasiões tinha recebido convites com poemas, com fotos, com mensagens.
Bom, não precisou analisar muito para considerar que, na sua opinião, por mais romântica que estivesse, e por mais linda que fosse a mensagem ou homenagem ao amor do casal, esse não era o tipo de coisa que deveria estar no convite, ou, pelo menos, não no dela.
Não a considerem mal, isso era sua opinião sobre o próprio convite de casamento. Ao contrário, todos os convites que houvera recebido onde havia mensagens lindas e tantas inovações românticas a tocaram. Acreditem, ela tinha gostado, mas não para o dela.
Para a nossa querida noiva, o convite deve servir para convidar. As homenagens, mensagens e tudo mais, são dispensáveis no convite, dada a felicidade, o amor e o entrosamento dos noivos na celebração e na festa. Até porque, quem recebe um convite de casamento, pressupõe que aquelas duas pessoas se amam muito e que, por isso, seus pais estejam convidando para o casamento.
Assim, no convite dela irá conter o essencial para convidar: os nomes dos pais dos noivos, que convidam para o casamento dos seus filhos, os nomes dos noivos, a indicação do local e hora em que o casamento irá se realizar, o local da festa, o endereços dos pais dos noivos, a indicação do R.S.V.P., e só.
E ainda, ela não tinha chegado a nenhuma conclusão sobre a indicação dos locais para hospedagem dos convidados que viriam de outra cidade para o casamento, e também da indicação dos locais da lista de presentes.
Ela já tinha recebido convites com cartõezinhos separados com estas informações, mas não tinha decidido se iria fazê-los da mesma forma ou não. Sobre a lista de presentes, ela sabia que existia a opção dos convidados perguntarem no ato de confirmação de presença no número indicado no R.S.V.P., ela só não sabia se seus convidados também sabiam disso.
De todo modo, isto de cartõezinhos era uma decisão que poderia, e iria, ser decidida mais tarde. Por ora, bastava concluir que no seu convite estaria o simples e sem declarações de amor, já que todas elas seriam testemunhadas ao vivo pelos seus convidados no dia 12 de maio de 2012.
(Postagem referente ao dia 28.05.2011)
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