Organizando um casamento em um ano (bissexto).


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sábado, 11 de junho de 2011

Casando.com

Essa coisa de internet estava tomando conta do casamento dela! Era incrível! Ela ficava se perguntando como existia convite de casamento, organização, escolha dos detalhes, sem internet nem computador? Ela não conseguia imaginar um mundo casamenteiro sem o mundo virtual.

Aliás, existe coisa mais virtualmente casamenteira do que site de casamento? Por mais redundante que fosse essa conclusão era justamente o que acontecia na prática.

Era muito difícil encontrar um casal que não fizesse seu site de casamento. Passou a ser aquele tipo de coisa completamente dispensável, até a hora que passasse a ser utilizado.

Como indicar a lista de presentes? Como informar sobre a cidade onde será o casamento? Como compartilhar fotos e a própria história do casal? Como fazer tudo isso sem o site?

Bom, antes de existir a possibilidade do site, as pessoas tinha acesso à lista de presentes, informavam sobre a cidade, os convidados sabiam da história do casal. Mas, parece que agora, nada disso pode acontecer sem um endereço eletrônico dos noivos (mesmo que eles não tenham um endereço real para morar!)

Por isso, é bom construir um site. Assim, é possível ter um acesso direto com seus convidados, receber recados e deixar notícias ou dicas. Nesse ponto de vista, é mesmo muito interessante fazer isso.

Por outro lado, ela pensava que já tinha tanta coisa para administrar na organização do casamento que ter um site e movimentá-lo seria mais um problema do que uma solução.

De toda forma, ela não tinha como negar que é realmente interessante essa ferramenta e que a internet, com certeza, se tornava cada vez mais indispensável nesse mundo casamenteiro.

(Postagem referente ao dia 02.06.2011)

terça-feira, 31 de maio de 2011

New message: You’ve got an invitation!

Estivera por poucos horas na frente do computador naquela noite, com um saldo para lá de positivo: 4 recados, 2 convites para evento e 3 fotos compartilhadas. Nesses dias ela ficava impressionada com o poder do mundo virtual.

As pessoas se encontram, conversavam, compartilhavam fotos, histórias, sem nem ao menos sair de casa. No dia que elas passarem a dividir uma cerveja pela Internet será, de fato, o fim da vida social tradicional.

O pior de tudo é que essa sociabilidade virtual exacerbada não é somada ao convívio contínuo com as pessoas, ao contrário ela anula a necessidade (para alguns) de se encontrar com o outro para uma simples conversa.

Acontece mais ou menos assim: você tem um amigo que não vê há anos, procura na sua lista de amigos. Se o encontra, manda uma mensagem pública, ou mesmo privada, colocam as novidades em dia, e pronto. Foi suficiente. Se não encontra, você pesquisa o nome, adiciona, e faz o mesmo procedimento. Em outros tempos, o encontro se daria por acaso, trocariam telefones e marcariam um dia para tomar um chopp.

Bom, por outro lado, ela não podia negar a facilidade de encontrar, combinar as coisas, manter contato com as pessoas pela Internet. E se essa facilidade existia, ela estava disposta a usá-la mesmo.

“Mas”, começou a pensar, “até quanto um convite de casamento, por exemplo, pela internet, é levado a sério por quem está sendo convidado?” E as dúvidas não pararam por aí. “Deve-se contabilizar os convites feitos virtualmente?”

Esses tais convites virtuais poderiam ser dar de duas maneiras, na opinião dela. De um lado, um convite virtual mais formal e direcionado por e-mail, colocando em anexo o seu próprio convite de casamento digitalizado.

“E-mail ser sinônimo de formalidade! Esse mundo está perdido!”, divagou ela.

Outra forma de convidar é enviar uma mensagem coletiva por uma rede social qualquer, contabilizar as respostas positivas, correr atrás das abstenções de resposta, e tentar convencer as negativas.

Chegou à conclusão que o convite por e-mail é, sim, uma opção possível. Afinal, quem hoje em dia não tem e-mail? Até avó já tem.

Aliás, esse seria inclusive um ponto a ser destacado quando fosse definir o convite, pediria uma versão digitalizada.

Em relação à forma virtualmente menos formal de convidar, através das redes sociais, pensou que devesse ser considerado, sim, um convite. Afinal, se a pessoa se deu ao trabalho de escrever uma mensagem e escolher a dedo os destinatários é porque quer a presença deles. Mas, nesse caso, vale uma confirmada mais perto da data da festa.

No fim, o importante é convidar quem se gosta, e fazer brotar no outro a sensação de ser realmente convidado para sua festa! Até porque, quem você deseja muito que esteja lá sabe disso, e, certamente, estará compartilhando contigo esse momento!