Organizando um casamento em um ano (bissexto).


terça-feira, 31 de maio de 2011

New message: You’ve got an invitation!

Estivera por poucos horas na frente do computador naquela noite, com um saldo para lá de positivo: 4 recados, 2 convites para evento e 3 fotos compartilhadas. Nesses dias ela ficava impressionada com o poder do mundo virtual.

As pessoas se encontram, conversavam, compartilhavam fotos, histórias, sem nem ao menos sair de casa. No dia que elas passarem a dividir uma cerveja pela Internet será, de fato, o fim da vida social tradicional.

O pior de tudo é que essa sociabilidade virtual exacerbada não é somada ao convívio contínuo com as pessoas, ao contrário ela anula a necessidade (para alguns) de se encontrar com o outro para uma simples conversa.

Acontece mais ou menos assim: você tem um amigo que não vê há anos, procura na sua lista de amigos. Se o encontra, manda uma mensagem pública, ou mesmo privada, colocam as novidades em dia, e pronto. Foi suficiente. Se não encontra, você pesquisa o nome, adiciona, e faz o mesmo procedimento. Em outros tempos, o encontro se daria por acaso, trocariam telefones e marcariam um dia para tomar um chopp.

Bom, por outro lado, ela não podia negar a facilidade de encontrar, combinar as coisas, manter contato com as pessoas pela Internet. E se essa facilidade existia, ela estava disposta a usá-la mesmo.

“Mas”, começou a pensar, “até quanto um convite de casamento, por exemplo, pela internet, é levado a sério por quem está sendo convidado?” E as dúvidas não pararam por aí. “Deve-se contabilizar os convites feitos virtualmente?”

Esses tais convites virtuais poderiam ser dar de duas maneiras, na opinião dela. De um lado, um convite virtual mais formal e direcionado por e-mail, colocando em anexo o seu próprio convite de casamento digitalizado.

“E-mail ser sinônimo de formalidade! Esse mundo está perdido!”, divagou ela.

Outra forma de convidar é enviar uma mensagem coletiva por uma rede social qualquer, contabilizar as respostas positivas, correr atrás das abstenções de resposta, e tentar convencer as negativas.

Chegou à conclusão que o convite por e-mail é, sim, uma opção possível. Afinal, quem hoje em dia não tem e-mail? Até avó já tem.

Aliás, esse seria inclusive um ponto a ser destacado quando fosse definir o convite, pediria uma versão digitalizada.

Em relação à forma virtualmente menos formal de convidar, através das redes sociais, pensou que devesse ser considerado, sim, um convite. Afinal, se a pessoa se deu ao trabalho de escrever uma mensagem e escolher a dedo os destinatários é porque quer a presença deles. Mas, nesse caso, vale uma confirmada mais perto da data da festa.

No fim, o importante é convidar quem se gosta, e fazer brotar no outro a sensação de ser realmente convidado para sua festa! Até porque, quem você deseja muito que esteja lá sabe disso, e, certamente, estará compartilhando contigo esse momento!

domingo, 29 de maio de 2011

O segredo está nos detalhes

Era domingo, o dia universal da folga! E até suas decisões para o casamento e suas elucubrações sobre a festa poderiam ser deixadas de lado por um dia. Afinal de contas, o ócio também é importante para a criatividade.

Tinha decidido que não iria pensar em nada sobre o casamento naquele dia. Ia aproveitar a companhia do seu noivo, assistir filme, comer pipoca e deitar debaixo da coberta, comer besteira, descansar e dar risada com que estivesse em casa.

Chegou ao fim do dia satisfeita porque, de fato, esse assunto tão gostoso, mas que também exigia muito dela, tinha ficado de fora dos seus pensamentos.

Mas eis que seu ócio criativo fez efeito. Na hora de dormir, ficou pensando em vários detalhes importantes a serem levados em conta na decisão sobre os convites (que era, de fato, o assunto da vez!). Fez uma lista rápida e em 10 minutos o assunto já tinha saído de novo da sua cabeça:

1. Definir o estilo do convite, isso é essencial para que todas as outras decisões sejam tomadas com segurança.
2. Escolher o tipo de papel. É bom que ele se assemelhe ao tipo do casamento. Se for de dia, vale um mais informal, se for um casamento de noite, vale um papel com um pouco de brilho.
3. Decida se pretende texturas, desenhos, etc. quiser incluí-los, vá pesquisando o perfil, para não ficar tendo que decidir entre várias opções e acabar escolhendo mal.
4. Decida o tamanho do convite, e como será o envelope.
5. Decida quem irá escrever o nome dos convidados, ou se será impresso.
6. Decida com quanto tempo de antecedência você quer distribuir os convites
7. Decida o critério para a divisão de convites por convidados.

Releu a sua lista, ficou satisfeita. Afinal, não era tão difícil definir o convite. O problema é que qualquer definição sobre isso é praticamente definitiva porque vincula o prazo, o valor, o contrato e tudo mais.

No mais, isto se resolveria em breve. E ficaria lindo, ela tinha certeza disso.

Convite é para convidar!

Ela desligou o telefone para dormir e se deu conta como tudo ficava vazio quando ele não estava por perto. Ao menos a sua voz do outro lado da linha servia para preencher por alguns minutos o vácuo das horas. A cada telefonema desligado, a cada beijo dado, a cada abraço apertado, a cada conversa e momento juntos, a cada decisão a tomar, tinha cada vez mais certeza do quanto estava feliz, e do quanto o queria ao seu lado.

Era o tipo de sentimento tão bom que dava vontade de espalhar para todos e em todo canto, tornar público. Bom, como se já não fosse público, como se a sua felicidade não estivesse estampada em cada sorriso e brilho nos olhos.

Aliás, para que maior publicidade para um sentimento como esse do que uma festa de casamento? E do próprio convite para testemunhar uma união para a vida inteira?

Às vezes se sentia até meio boboca, como se fizesse parte de um enredo de novela mexicana, com direito a trilha sonora e tudo mais. Muitas músicas ouvidas podiam servir para representar seu estado de espírito; os poemas, então, eram clássicos companheiros desse seu romantismo que aflorava de vez em quando.

Pensando nisso tudo, e ainda com a cabeça em como seria o seu convite de casamento, lembrou que em algumas ocasiões tinha recebido convites com poemas, com fotos, com mensagens.

Bom, não precisou analisar muito para considerar que, na sua opinião, por mais romântica que estivesse, e por mais linda que fosse a mensagem ou homenagem ao amor do casal, esse não era o tipo de coisa que deveria estar no convite, ou, pelo menos, não no dela.

Não a considerem mal, isso era sua opinião sobre o próprio convite de casamento. Ao contrário, todos os convites que houvera recebido onde havia mensagens lindas e tantas inovações românticas a tocaram. Acreditem, ela tinha gostado, mas não para o dela.

Para a nossa querida noiva, o convite deve servir para convidar. As homenagens, mensagens e tudo mais, são dispensáveis no convite, dada a felicidade, o amor e o entrosamento dos noivos na celebração e na festa. Até porque, quem recebe um convite de casamento, pressupõe que aquelas duas pessoas se amam muito e que, por isso, seus pais estejam convidando para o casamento.

Assim, no convite dela irá conter o essencial para convidar: os nomes dos pais dos noivos, que convidam para o casamento dos seus filhos, os nomes dos noivos, a indicação do local e hora em que o casamento irá se realizar, o local da festa, o endereços dos pais dos noivos, a indicação do R.S.V.P., e só.

E ainda, ela não tinha chegado a nenhuma conclusão sobre a indicação dos locais para hospedagem dos convidados que viriam de outra cidade para o casamento, e também da indicação dos locais da lista de presentes.

Ela já tinha recebido convites com cartõezinhos separados com estas informações, mas não tinha decidido se iria fazê-los da mesma forma ou não. Sobre a lista de presentes, ela sabia que existia a opção dos convidados perguntarem no ato de confirmação de presença no número indicado no R.S.V.P., ela só não sabia se seus convidados também sabiam disso.

De todo modo, isto de cartõezinhos era uma decisão que poderia, e iria, ser decidida mais tarde. Por ora, bastava concluir que no seu convite estaria o simples e sem declarações de amor, já que todas elas seriam testemunhadas ao vivo pelos seus convidados no dia 12 de maio de 2012.


(Postagem referente ao dia 28.05.2011)

Combinar ou não combinar?

Como havia planejado, a pesquisa para o convite já estava a todo vapor. E eram tantas coisas a decidir e tantas opções que ela tinha começado a se perder.

Pediu ajuda a sua mãe, às suas amigas, e até à sua irmã que, até aquele momento não tinha se envolvido muito nessa loucura de organização de casamento. No fim, todas, absolutamente todas, foram unânimes em dizer que era preciso ter calma e paciência na escolha do convite. De fato, ela tinha percebido que não adiantava se estressar com isso. No fim tudo ia ter que se ajeitar mesmo.

Então, ela se ateve a uma só pergunta: e convite tem que combinar com a festa?

De início ela foi taxativa em decidir que não, que seria ridículo tudo “combinadinho”, a começar pelo convite. Se ela não era do tipo que se vestia toda combinando por que sua festa seria assim? E, tanto por isso, por que o convite do seu casamento seria assim?

Depois, ela foi se dando conta que uma coisa andava acontecendo muitos nos casamentos, tanto pelas suas pesquisas, quanto pelas conversas com suas conselheiras oficiais para assunto de casamento, mãe, irmã, amigas... Enfim, ela notou que os casamentos passaram a ter uma identidade visual, uma marca, um padrão para toda a festa, incluindo o convite.

É certo que em alguns casamentos isso foi mais marcante que outros. Em alguns, dava para notar claramente a marca do casamento, seja de desenho, com as iniciais dos noivos, etc. Em outros isso acontecia de forma mais tímida, mas nem por isso imperceptível.

Concluiu, então, que não necessariamente o convite do seu casamento precisasse copiar o que tinha na festa, ou vice-versa. Mas, se queria que tanto a sua festa quanto o seu convite tivessem “a sua cara”, a conseqüência lógica é que os dois iam acabar se assemelhando, afinal de contas, ela e ele não tinham “uma cara” para a festa e outra para o convite, por óbvio!

E, bom, isso, de fato, não era tão ruim, ao contrário, seria muito bom que se identificasse com tudo que se relacionasse com esse dia tão importante na sua vida e na vida dele.

(Postagem referente ao dia 27.05.2011)

Não basta convidar, tem que encantar

O primeiro item da sua lista de coisas a organizar para o casamento já estava mais ou menos encaminhada. A lista de convidados já tinha se delineado e, apesar da possibilidade de mudanças até a impressão e distribuição dos convites, sabia que não iria ser muito diferente do que já estava definido.


Foi assim, divagando na ida ao trabalho, que se deu conta de um item indispensável: os convites. E, foi então, que ela quase bateu o carro de tão absorta que estava com a infinidade de dúvidas que tinham, de repente, tomado suas idéias.


Ela sabia que muitas pessoas não dão a devida importância ao convite, do que quer que seja, mas isso não se aplicava a ela. Convites de aniversário, formatura, ou de qualquer pequena reunião que promovia, eram pensados e preparados cuidadosamente, ainda que dentro das proporções do evento.


Para ela, o convite era o que devia simbolizar a festa, logo de início, até porque, como todo mundo sabe, “a primeira impressão é a que fica”.


Escolher seu convite de casamento tinha que ser algo especial, praticamente um amor à primeira vista. Não desejava, de forma alguma, ser convencida que um determinado modelo era melhor que os outros. Deveria haver uma empatia instantânea com o modelo.


De outro lado, ela sabia também de alguns critérios básicos para a escolha. “Nada de muitas inovações”, ela falou para sim mesma quando desligou o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava.


Saiu do carro em direção ao elevador, pensando que casamento, em si, tem uma formalidade inerente, então não dava para ser convite de casamento com cara de convite de “churrascão” de domingo, ainda que fosse essa a opção da festa.


Imaginava que seu convite deveria ter a cara da festa do seu casamento, baseado no seu jeito e no dele. Sabia que muitas iam ser as escolhas a fazer: tamanho, cor, letra, tipo, forma de indicação do destinatário, apresentação, e outras infinidades de coisas, mas todas elas deveriam estar alinhadas com seu próprio gosto.


Ela, por fim, decidiu pesquisar estilos, cores e formatos, para, só então, escolher o que mais lhe agradava. Porque até aquele momento ela só sabia que queria algo leve, não muito inovador, e, definitivamente, isso não era suficiente para embasar sua escolha.


Na volta para casa, iria abrir sua gaveta de “coisas a jogar fora um dia”, resgatar vários convites que tinham recebido nos últimos tempos e que tinha gostado, ia pesquisar e começar a visitar gráficas. Ela sabia, que cada vez mais, teria que tomar as rédeas da organização do casamento e “colocar a mão na massa”.


Foi então que encontrou a definição exata do que queria do convite do seu casamento, justo na hora que entrava no trabalho. Parou e pensou que, na verdade, queria um convite que fizesse os convidados terem vontade de ir para sua festa, e que os encantasse desde o primeiro momento.


“É isso”, pensou satisfeita, “meu convite tem que ser encantador!”



(Postagem referente ao dia 26.05.2011)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Repondez, S’il vous plaît, monsieur!

Tinha saído na hora do almoço do trabalho para um programa bem rápido, mas nem por isso menos gostoso: almoço com as amigas. Tem coisa melhor do que dar risada e se divertir um pouquinho no meio do dia?


E é claro, que, nesse estágio da vida, todas eram monotemáticas como ela: falar em casamento, pensar em casamento, organizar casamento... ufa! Chegou a cansar.


E, juntas, notaram como é engraçado isso de épocas da vida. Houve uma tempo que o grande evento da vida era a festa de 15 anos, depois foi o vestibular, daí para a formatura foi um pulo, eis que estamos na fase casamenteira, logo logo serão os aniversários de criança!


O bom é ter boas, grandes, velhas e novas amigas para conversar e se divertir, compartilhar cada fase da vida.


Naquele almoço o assunto principal foi mesmo a lista de convidados. É claro que ela mesma tinha puxado o assunto. Só não tinha noção de como aquele problema particular dela era o mesmo para todas as suas amigas.


Como estavam presentes amigas que tinham acabado de casar, elas foram dando algumas dicas. Foi então que a turma das organizadoras de casamento puxou em coro seus bloquinhos da bolsa e começaram a anotar.


No fim do almoço, uma lista gigante de dicas, umas bem preciosas até, e muito assunto pendente para o próximo encontro!


Ao rever a sua lista, ela notou uma dica realmente importante: a confirmação dos convidados.


Foi quando notou a sigla R.S.V.P., tinha simplesmente anotado isso na hora das milhares de dicas das amigas, até porque ela tinha certeza que saberia do que se tratava depois.


Aliás, muita gente não sabia do que significava, só sabia que era uma sigla que indicava que os convidados deviam ligar para confirmar a presença.


Com os seus parcos conhecimentos de francês, para ela a língua mais linda e charmosa do mundo, ela sabia que resumia a frase “Repondez s’il vous plaît.”, que em bom português é “Responder, se vós puderes”, que no final das contas é “Por favor, responda.”


Além de ser elegante, ela sabia que isso era essencial, para que se tenha vaga idéia de quantas pessoas vão, de fato, para a sua festa. É claro que ela sabia, inclusive, que muita gente ia para festa apesar de não ter confirmado. Mas, ainda assim, era uma boa opção para mensurar o tamanho da festa.


Ela também ficou sabendo que o R.S.V.P. também serve para as pessoas que ligarem confirmando procurarem saber sobre a lista de presentes (que é uma outra grande questão!), o que pode ser muito melhor do que mandar um cartãozinho junto com o convite com os lugares onde havia lista de presentes disponível.


Bom, fazendo umas contas por cima, e segundo as informações de suas amigas casadoiras, imaginou que haveria uma média de 15% da festa que comparecia apesar de não confirmar. Bom, essa era mais uma informação para constar da sua equação gigantesca para a lista real.


No fim, decidiu duas coisas: 1) a sua festa teria R.S.V.P. com certeza; 2) precisava encontrar mais com suas amigas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Auto-convites e abstenções: contar com eles?

Depois da conversa com sua mãe, ficou com uma pergunta martelando na cabeça.


“Como é que eu faço uma festa, convido as pessoas porque quero que elas possam estar comigo neste dia, mas acabo contando com a falta delas para saber o número de convidados?”


Era mesmo estranho. Porque, no fundo, o que ela queria mesmo é que todas as pessoas que ela convidassem pudessem ir na sua festa. É mesmo estranho convidar esperando que não vá.


Enfim, seria mesmo uma pena não poder contar com a presença de todos, mas acabou se convencendo que, de fato, nem todo mundo poderia ir para sua festa.


Até porque seria a melhor oportunidade de juntar seus amigos, os amigos dele, os amigos dos pais, só gente querida, num lugar só.


Foi conversando com amigos, pessoas próximas, quem se casou e quem está para se casar, todos tinham a mesma impressão que o grande primeiro desafio era desenvolver essa fórmula complicadíssima:


(Número de convites X 3) – 20% = quantidade real de convidados numa festa.


Isto mesmo, chegou a conclusão que havia uma abstenção media de 20% de convidados. Eram 20% das pessoas que poderiam estar lá mas não estão.


O segredo de tudo isso é não achar que, por causa dos 20% a menos, você pode convidar 20% a mais, senão a conta fica ainda mais complicada.


Fez e refez a lista final pelo menos uma centena de vezes. Asteriscos aos montes do lado das pessoas que poderiam ser cortadas (existe coisa mais difícil que cortar lista de convidados?), os na cor vermelha eram os que não podiam faltar mesmo (ai deles que se abstivessem de ir), e lá iam tantas as marcações que ela mesma se perdia.


Foi então que começou a perceber um fenômeno curioso: além da sua lista de convidados espontâneos, começaram a pipocar auto-convites, em toda parte. ã academia, no shopping, no salão, no barzinho.


A culpa era mesmo dela porque, em razão da sua felicidade estampada, não tinha como evitar a primeira novidade que lhe vinha na cabeça ao encontrar um conhecido: Vou casar!


Essa frase era necessariamente acompanhada de um sonoro “me convide”! Restava saber se estas pessoas estariam incluídas nos 20% que não vão.


Engraçado isso, já estava contando com os lugares vazios. Precisava agora parar de rodar por aí, senão não saberia onde sua lista iria parar.



(Postagem referente ao dia 24.05.2011)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quantidade de convites X quantidade de convidados

O dia tinha amanhecido chuvoso. Ela teria que ir trabalhar, mas preferia ficar deitada na cama embaixo da sua coberta de ursinho (ai, que delícia...).

Tinha sido uma noite agitadíssima. Aliás, suas noites passaram a ser povoadas por um único tema onírico. Ela já tinha casado pelo menos uma dezena de vezes, em pelo menos uma dezena de lugares, numa dezena de situações diferentes. A única coisa que nunca mudava mesmo era o noivo!

Aquela noite tinha tido um sonho nesse mesmo tema, mas com um conflito a mais. O local da festa não cabia a quantidade de pessoas. Havia senha para entrar, sentar, comer. Todo mundo apertado, sem espaço para se mexer.

Era, digamos, como a “pipoca” do Chiclete com Banana na Avenida 7 de Setembro em pleno carnaval em Salvador (os baianos sabem, aqueles que já estiveram na Bahia no carnaval já sabem, e até quem nunca esteve no Carnaval de Salvador deve ter vaga idéia do aperto).

Ela acordou tensa, preocupada, ainda que confortável na sua toalha de ursinho. Mas precisava de, no mínimo, uma calculadora.

Era, de fato, muita conta para fazer. Uma sucessão de perguntar que levaram à suposição de quantos convidados estariam no dia do seu casamento e na sua festa.

Bom, vamos partir de um número, que está diretamente relacionado à lista de convidados e àquela lista ideal: o número de convites.

Na verdade, essa era uma decisão que precisava ser tomada logo, já que em breve teria que contratá-los, fazer os pedidos e, logo em seguida, mandar o nome dos convidados para que alguém com uma caligrafia linda pudesse escrever.

Esse número já tinha sido discutido com sua mãe, e já tinha sido definido. A partir daí, como prever o número de convidados por convite, em média?

Foi se arrumar para o trabalho, tomar seu café da manhã, pensando nessa pergunta. Acabou sendo relativamente fácil prever. Levando em consideração as festas de casamento que tinha sido convidada, que seus pais tinha sido convidados, e que acabavam tendo seus convites estendidos para a família inteira, começou a pensar na média de quatro pessoas por convite.

Ela, definitivamente, se assustou. Essa multiplicação tinha resultado num número gigantesco. Foi aí que foi conversar com sua mãe que, com certeza, tinha mais experiência com casamentos do que ela própria.

Sua mãe tentou tranqüilizar, dizendo que não era bem assim. Que, na verdade, a conta que se fazia eram três pessoas por convite. Tudo bem que ela não ficou muito convencida desse número. Tudo bem que o fato de ser três, e não quatro, pessoas por convite, não tinha feito da sua festa um casamento intimista. O número continuava alto. Bem alto.

Olhou para espelho antes de sair de casa, respirou fundo, pensou nos 10 mandamentos que tinha escrito há alguns dias. “Divirta-se e pronto”, decidiu.

tags: lista, convidados, convite

domingo, 22 de maio de 2011

Quanto cabe da lista de convidados para cada um?

Tendo consciência do quanto poderia gastar, e de qual seria o tamanho ideal da lista, ela ficou pensando, martelando, como seria a divisão da lista de convidados.

É certo que o casamento é uma festa não só dos noivos, mas também das suas famílias. Isso ela já tinha assimilado. Mas, a partir daí, saber o quanto cabe a cada um na lista final era uma desafio. Principalmente porque ela tinha um problema enorme: a lista dos seus pais.

Não achava justo que uma festa de várias famílias tivesse uma lista de convidados com mais hegemonia de uma lista em relação às outras.

“Melhor não sofrer por antecipação. Vamos esperar as listas dos pais do noivo.”, concluiu. Se a coisa ficasse apertada, deveriam ser definidos os critérios de quanto tirar dos convidados de cada um.

Ela esperou ansiosamente para que tivesse noção do total da lista. Esperava tanto que não precisasse cortar ninguém. “Existe coisa mais chata do que ficar quantificando o quanto cada um dos possíveis convidados merece mais ou menos estar na lista final”. É, de fato, não era uma das coisas melhores a se fazer.

Na verdade, ela tinha chegado a conclusão de que a lista de convidados era definitivamente a coisa mais chata e incômoda na organização de uma festa.

Enfim, o dia chegou. Conseguiu juntar todas as listas, e ficou feliz de ver que a lista final não tinha ficado tão grande quanto ela imaginava.

Se, por acaso, precisasse cortar alguns convidados, seguiria os critérios que já tinha pensado antes, de proporcionalidade quanto aos tamanhos das listas. Bom, nesse caso, sua mãe teria que recalcular as possibilidades de diminuição de uma lista gigantesca, que era quase a metade da festa!

A lista que cabe no bolso

Aquela pergunta martelava na sua cabeça “mas, quantos ficar?”, “quantos convidados incluir?”, “como definir a extensão da lista?”. Na verdade, ela se perguntava a mesma coisa, diversas vezes, de várias formas para tentar chegar a um denominador sobre uma pergunta só:

“Qual a o tamanho ideal da lista de convidados?”

Essa pergunta podia até parecer simples de responder, mas ela tinha cada vez mais certeza de que não era.

Isso porque, no fundo, o que todo mundo quer é uma festa de casamento cheia de gente bacana, para se divertir muito e dividir aquele momento importante.

Só que ela foi chegando a uma certeza cada vez que pensava sobre o tamanho da lista. Na verdade, tinha que caber no bolso.

Feliz ou infelizmente, tudo na vida toma tempo e dinheiro. No caso da lista de casamento, o valor é o grande limitador. Aliás, não só da lista de convidados, mas de tudo que envolve a celebração e a festa.

Não dá para sonhar num casamento de conto de fadas, se não se pode pagar por isso.

E essa regra deve servir para a lista de convidados também. Ela tem que ser do tamanho que se pode pagar, já que o custo de um casamento deve ser dividido por cabeça. E com essa conta, a gente fica sabendo quantos convidados dá para ter.

Então é isso. Não foi a conclusão mais feliz que ela chegou, mas, pelo menos foi uma conclusão realista. Sua festa teria o tamanho que pode ter.

Ela só sabia que, independente do tamanho que sua festa, ela ia ser a melhor do mundo, simplesmente por ser a sua e do seu noivo, por ser dos dois.

(postagem referente ao dia 21.05.2011)

sábado, 21 de maio de 2011

Como enxugar a lista?

A lista de convidados não estava pronta ainda. Disso ela tinha certeza. O que ela não sabia mesmo era como terminá-la.

Ela tinha seguido seu método de fazer uma lista despreocupada, mas parecia que tinha colocado uma dose grande demais de despreocupação.

Agora ela tinha em mãos uma lista gigantesca, muito longe da ideal, com muita gente que ela gostava, e com necessidade de ser diminuída. Ela só não sabia por onde começar.

Tinha que definir critérios próprios para isso. Mas, quais? Temporais? De afinidade? Por grupos? Ela só sabia que essa era realmente uma tarefa muito difícil.

Para facilitar, ela foi enumerando critérios aleatórios, que não precisavam necessariamente seguir uma ordem, mas poderia ser uma base para o corte da lista. Mas, acabou vendo que todo critério tinha suas falhas.

Primeiro, imaginou um critério cronológico. Ou seja, dentre as tantas pessoas que gostaria de ter no seu casamento, escolheria aquelas que encontrou, falou, conversou nos últimos três anos.

Por que três? Não sabia. Mas, por exclusão achou que quatro anos era um tempo logo demais, e por outro lado, dois anos era um intervalo curto o bastante para tirar uma quantidade maior do que ela pretendia tirar.

Mas aí, ela percebeu que esse critério cronológico não poderia servir para todos, já que havia algumas pessoas, sim, que não via há bastante tempo, e que gostaria muito que estivesse lá no dia do seu casamento.

Haveria exceções.

Depois ela pensou na questão dos grupos, faria sua lista por grupos importantes. Aqueles que conviveu bastante, os quais tinha muitas histórias em comum, e que fizeram parte da sua vida. Era um bom critério, mas também apresentava problemas.

Havia aquelas pessoas que ela gostava muito, que queria convidar mas que, absolutamente, não faziam parte de grupo algum.

Haveria muitas exceções.

Por fim, pensou no critério das afinidades. E acabou concluindo que esse era o melhor critério, já que o que importa são as pessoas que gostava e as que gostavam dela. Não importava se faziam parte de grupos pré definidos, ou se havia muito tempo que não via. Valia a sua vontade de tê-las por perto.

Sabia que esse era um critério que só poderia aplicar a sua própria lista, já que a do seu noivo ele que deveria escolher como diminuir. Além disso, não teria muita ingerência na lista da sua mãe, ela que deveria cortar – e muito – sua própria lista.

Depois de pensar nos critérios, começou a diminuir a lista. Aos poucos ela foi ficando menor, e percebeu que, na verdade, estava treinando seu próprio desapego. Sim, ela era apegada também a pessoas.

Foi cortando, diminuindo, ponderando. Depois que as pessoas, que deviam, foram ficando de fora, foi ficando cada vez mais satisfeita com sua própria lista.

A sua lista tinha ficado enxuta, as pessoas que mais queria estavam lá. E o bom era que cada pessoa tinha um motivo especial para ter ficado. Eram os especiais. Para que combinassem com seu momento especial.

(Postagem referente ao dia 20.05.2011. Amanhã farei duas postagens, referentes a hoje e amanhã)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A menina do vestido de plumas

Começou a fazer a sua lista mentalmente. Para si própria, definiu o critério principal da especialidade das pessoas a serem convidadas, se é que essa palavra existe e nesse sentido.

Existem vários motivos para que alguém seja especial. E isso não está necessariamente associado ao quanto que você gosta de alguém. Tantas podem ser as pessoas que passam nas nossas vidas, que marcam a nossa história, mas que, na hora de fazer uma lista de convidados para o seu casamento, você não se sente inclinado a incluir.

“O que deve ser especial numa pessoa para que eu convide a partilhar um momento importante desse na minha vida?”, divagou ela.

Para ser especial de verdade, inesquecível para você, e indispensável na sua festa, a pessoa, além de ter feito parte da sua vida, além de você gostar, amar muito, mais do que tudo isso, ela deve ter tido uma participação no seu próprio casamento, seja na história do casal, seja num momento específico na organização do casamento, seja porque, ao saber da notícia, ela passou a viver um pouquinho contigo essa loucura de mudança e turbilhão de coisas, que é o começo da organização de uma vida a dois.

Ela não precisou pensar muito para conseguir enumerar essas pessoas realmente especiais e que, com certeza, iriam ser chamadas para o seu casamento, e estariam lá na igreja, vendo-a entrar vestida de noiva, e na festa, curtindo cada momento dessa celebração.

Nisso, não pôde deixar de eleger aquela pessoa realmente especial, aquele sorriso que ela queria muito poder enxergar quando colocasse o pé na igreja, aquela amiga de uma vida inteira, aquela pessoa que a estimulou a experimentar o primeiro vestido de noivas da sua vida, aquele vestido que parecia de plumas.

Ela sabia que não veria aquele sorriso na igreja, e que não poderia compartilhar com ela sua festa, mas jamais esqueceria aquela tarde divertidíssima em que esteve anônima numa loja cheia de vestidos (alguns com gosto, digamos, duvidoso), onde pode experimentar alguns.

Entre tantos e milhares de vestidos, experimentou um especial, não para si, mas para que ela visse. Ele tinha a saia com aspecto de plumas, uma faixa prateada na cintura, tomara que caia. Era mesmo lindo, apesar de não ser o seu possível escolhido, poderia ser o escolhido dela. E, ao experimentar, ficou realmente lindo.




Além do mais, aquela sensação única de experimentar pela primeira vez um vestido de noiva foi compartilhada exclusivamente com uma pessoa tão linda, e especial, que vale a lembrança para uma vida inteira.

Muitos outros vestidos seriam experimentados, o seu próprio seria escolhido, e a cada vez que se visse de branco e véu na frente de um espelho, lembraria daquela cena, daquela tarde tão divertida e feliz, saberia que a sua amiga não estaria lá para vê-la vestida de noiva no dia do seu casamento, mas, sem dúvida, estaria feliz com a sua própria felicidade.

Ela sabia que, apesar das duas terem desejado muito, a querida menina do vestido de plumas não estará na igreja em 12 de maio de 2012, não estará na pista de dança na sua festa, mas estará na sua vida para sempre, dentro do seu coração.

Vestido: Lazaro

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dificuldade gigantesca número um: quem convidar?

De uma hora para outra, a sua vida passou a ser um mar de listas. Lista de prioridades, lista de coisas a fazer, 10 mandamentos. Ela tinha certeza que essa quantidade grande de enumerações serviram para treiná-la para uma lista grande, e complicadíssima, que deveria ser feita logo.

Afinal, quantas pessoas eu posso chamar para minha festa? Como dividir a lista entre os pais dos noivos e os próprios noivos? Por onde começar a se organizar?

E essas perguntas eram só para começar.

Para facilitar sua vida, ela resolveu primeiro criar um método próprio para fazer a lista.

"Inicialmente, a lista deve ser uma lista despreocupada", ela pensou, "colocando absolutamente todo mundo que gostaria de convidar".

Pediu que tanto seus pais, quanto seus sogros fizessem uma lista assim. A lista do noivo foi feita em conjunto com a dela, também de forma despreocupada.

Então, todas as listas foram reunidas e agora, claro, era necessário começar a cortar.

Na verdade, ela não sabia as porcentagens que deveriam caber para cada família. Mas, resolveu definir o seguinte método, que anotou em letras garrafais e prendeu na parede:

1.Cada um (noivos e pais) devem fazer suas próprias listas despreocupadas.
2. Somar e ver se há nomes repetidos, eliminá-los e depois contar o total.
3. Definir o número real de convidados pretendido.
4. Ver quanto da lista despreocupada precisa ser eliminada para caber no número real de convidados.
5. Dividir a quantidade de convidados que precisam ser eliminados proporcionalmente a cada lista. Ou seja, a lista maior teria um corte maior em números absolutos, mas proporcional aos cortes das outras listas.

Ela sabia que havia pessoas que não podia deixar de convidar, e se questionava se era realmente necessários chamar absolutamente toda a sua árvore genealógica, e a árvore genealógica dos seus pais e avós.

Bom, mas não adiantava discutir nada naquele momento. Nada estava decidido ainda, e faltava muito para o final da negociação da lista de convidados. Estava só começando.

No fundo, o que ela queria mesmo era uma festa menor, principalmente para seus amigos e de seu noivo, e os amigos mais próximos de seus pais e dos pais do noivo, que conheciam o casal.

Mas, com o passar do tempo, e das primeiras discussões, antes mesmo da lista começar a ser escrita, foi percebendo que não conseguiria que as coisas fossem assim.

Afinal, segundo sua mãe, casamento é uma festa de família. Não é só uma festa dos noivos, mas também de seus pais.

Mais uma vez, os mandamentos que tinha escrito ecoavam na sua cabeça:

“Não posso me esquecer do que eu não abro mão, como também não posso esquecer de quem eu não abro mão”, pensava em voz alta.

No fim das contas, ela relaxou. Tinha plena consciência de que esse era o primeiro circuito de batalhas dentro de uma guerra gigantesca até uma lista ideal para sua festa. O problema estava só começando.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Convencendo ele...

Com o objetivo de seguir a risca tudo que pensou no dia anterior, ela foi encontrar com seu noivo, como fazia praticamente todos os dias. No final de semana, ela tinha encontrado com seus pais, que moram na sua cidade natal, e que vieram para capital como de costume.

Alguns pontos já tinha sido decididos para o casamento. Precisava informar a ele sobre a data e o local escolhidos, e começar a conversar sobre todo o resto, que era uma infinidade de coisas.

A data ele adorou, afinal, desde o dia em que noivaram já tinha pensado nessa data. Mas quanto ao local, ele não ficou muito satisfeito, como previsto, até ela não tinha gostado de início. É certo que ela já tinha se acostumado com essa decisão, e ele acabaria vendo que isso definitivamente não era o mais importante.

“Mas, a minha cidade é muito mais bacana!”, ele disse. Ela bem que concordava, mas não tinha muito a fazer.

Quando ela começou a enumerar todas as coisas necessárias para organizar um casamento, cada detalhe e, principalmente, a quantidade de pessoas a serem convidadas, viu que não era bem o que ele pretendia ouvir.

O que aconteceu a partir dali foi uma sucessão de tentativas dela de dividir as coisas com ele, sempre recebendo um não como resposta.

Era como se tudo para ele estivesse ruim, como se tudo fosse uma grande dificuldade. Quando ela falava ou sugeria alguma coisa, primeiro ele negava. Depois de muita argumentação dela é que as coisas ficavam melhores.

Passaram algumas semanas, e isso foi cansando ela a tal ponto que não dava nem mais vontade de falar sobre casamento ou resolver qualquer coisa. Era um misto de chateação, frustração e tristeza.

E foi aí que ela percebeu que precisavam ter uma conversa sobre as expectativas de cada um sobre o casamento, sobre a festa. Todas as coisas foram ditas, e, no fim, se ele não era proativo e participava, pelo menos não discordava mais. E ela sabia, que daí para ele relaxar com tudo e começar a curtir faltava pouco.

Ela, de fato, conhece ele muito bem. Hoje, comemoram até pré-aniversário de casamento.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Os dez mandamentos para a organização do seu casamento

Pronto. A data já estava decidida, e pareceu que com isso o seu casamento tinha se aproximado um pouco mais.

Além disso, a decisão predefinida da mãe tinha prevalecido, e ela definitivamente ia casar na sua cidade natal que, por sinal, não tinha nenhum atrativo para o casamento, a não ser o fato do seu nascimento, e da morada de seus pais.

Aliás, essa coisa de “ter que ser na sua cidade” acendeu o sinal de alerta nela de que tinha que tomar as rédeas desta organização, para que tudo saísse como ela queria.

Depois de um longo dia de trabalho, chegou em casa, ligou o laptop e começou uma segunda lista, não tão grande quanto a outra feita no último sábado, mas igualmente importante.


"Não esquecer!

1. Ele também é dono dessa festa. Ele tem que participar das decisões e escolhas. Até agora, as coisas foram decididas sem ele nem sequer saber! Isso não pode mais acontecer. E, ainda que aconteça, ele tem que ser informado de tudo!

2. A palavra mais importante : PLANEJAMENTO. Ir decidindo, escolhendo e providenciando já. Eu não quero ficar uma louca desesperada no último mês! Não mesmo!

3. Pesquisar! Eu nunca organizei meu casamento antes (e nem pretendo organizar um outro), então eu tenho que saber o que é necessário e como eu quero. Para isso, tenho que olhar, olhar olhar. Revistas, sites, outros casamentos, notícias, tudo!

4. Eu não posso confiar na minha memória. Organizar meu casamento não é minha única atividade, existem mil outras coisas a pensar e resolver. E ainda que fosse a única coisa a fazer, há muito a pensar e decidir, e eu, definitivamente, não tenho vocação para computador!

5. Tenho que pedir ajuda! Não dá para fazer tudo sozinha, e nem quero! Deus me livre ser um baú e não compartilhar nada com ninguém. Além do mais, tantas pessoas já passaram pelo que eu estou passando, a experiência delas vai me ajudar!

6. Preciso decidir o que eu priorizo no casamento. Porque, na hora de fazer as concessões, eu preciso ter clara noção do que eu não abro mão!

7. Meu casamento com ele tem que ter a nossa cara! Suntuoso, romântico, relaxado, despojado... somos nós que vamos decidir! Conselhos são importantes, mas o nosso casamento tem que ser lembrado por todos como uma festa que não poderia ser de outro casal, tem que ter nossa identidade!

8. Eu não posso me sentir ridícula! Casamento é brega para uns, sonho de infância para outros, é fora de moda para a maioria, e eu posso ser uma boboca aos olhos de muita gente. E daí? A diversão e alegria do momento vão ser enormes independente do que se pense sobre isso. Para mim, meu casamento com ele é uma comemoração, uma farra enorme para celebrar que eu e ele estaremos juntos a partir dali. Afinal, uma escolha dessa merece ser compartilhada com nossa família e nossos amigos!

9. Diversão é meu lema! Nada de se estressar com as escolhas para a organização, ou com os imprevistos que possam surgir. De jeito nenhum! As escolhas vão ser feitas de uma forma ou de outra, e não precisa se estressar com isso, os imprevistos serão resolvidos. E, no final, esse vai ser um ano de muita curtição, ansiedade e felicidade para a chegada do grande dia!

10. Eu não posso esquecer em nenhum momento o motivo de todo esse movimento: eu aceitei dividir uma vida com alguém especial, e devo (e mereço) celebrar isso com ele, e com todos que gostamos e que gostam da gente!"


Ficou satisfeita com sua lista. Era tudo isso que não podia esquecer jamais. Esse momento é especial, alegre e em conjunto, e é dessa forma que deve ser preparado.

domingo, 15 de maio de 2011

E o dia D?

Depois de uma noite povoada de sonhos, flores, igrejas e festas, a conclusão foi que a data precisava ser marcada. Afinal, era mais que necessário um horizonte fixo para ter uma vaga idéia da antecedência segura para cada coisa a ser organizada e, consequentemente, o prazo para que tudo estivesse, enfim, decidido e providenciado.

A lista de uma página que não precisou mais do que dez minutos para ser produzida, no dia anterior, trouxe a certeza de que as coisas precisavam ser organizadas JÁ!

Mas, como escolher coisas tão elementais como data e lugar? Ela precisava de ajuda.

“Mãe, eu estava pensando… eu queria casar num lugar bem lindo, na frente do mar, num fim de tarde.”, ela compartilhou com a sua fiel escudeira de escolhas dos próximos meses.

“Nós não moramos na praia, minha filha. Casamento tem que ser na casa da noiva.”, foi categórica.

“Mas, na frente do mar ia ser tão mais bonito…” Essa foi a primeira frase de uma longa discussão. Ela se deu conta que, definitivamente, teria que fazer concessões.

“Tem que ser na casa, na cidade da noiva.”

Foi a frase final da discussão, que pelo visto poderia ter acabado no começo da conversa, já que a decisão predefinida foi a palavra final mesmo.

Ela não concordava muito com aquela decisão. Primeiro, que ela não sabia de onde vinha essa obrigatoriedade toda, afinal, onde isso está escrito mesmo?

“Ah, o casamento é meu!”, ela ainda tentou argumentar.

“Não, senhora… o casamento é tanto dos noivos quanto de suas famílias”, a mãe deu o veredicto.

Pelo visto, o casamento é principalmente das mães dos noivos.

O fato é que antes mesmo de ficar noiva ela já tinha idealizado seu casamento, e teria que se acostumar a partir dali com a idéia de que não seria tudo exatamente como desejou.

“Tudo bem, alguém tem que ceder. Mas qualquer outra concessão tem que ser muito conversada a partir daqui.”, pensou e decidiu.

Ela deixou passar isso, porque tinha uma coisa muito mais importante para pensar. Quando? Qual o critério da data? Chegou a alguns critérios para a escolha:

- melhor que seja no sábado, dia de semana não dá, e sendo a noite, o domingo serve para se recuperar da festa!

- tem que ser numa época que não faça nem tanto calor nem tanto frio. Um clima ameno ajuda nas maquiagens, nos penteados, nas roupas e no conforto de todos.

- de preferência, a data precisa ter algum significado. Mas também, se não tiver isso não é indispensável!

Ela foi no seu quarto, fuçou suas coisas e achou uma agenda. Foi direto para a folhinha de 2012.

“Começamos bem, 12 é meu número da sorte”, pensou consigo mesma.

“Clima ameno… maio, por que não? E ainda por cima, é o mês das noivas. Já temos até um significado aqui!”

Passou o dedo por todos os sábados da folhinha e então, uma surpresa!

“12 de maio de 2012 é um sábado! Que bom!”, vibrou ela. “12 de maio de 2012, 12 de maio de 2012, 12 de maio de 2012…”, repetiu, repetiu, repetiu a data até cansar.

Sentou na cama, pegou a agenda, fez um círculo de caneta vermelha na data escolhida. E então, deitada, olhando para o teto cheio de estrelinhas brilhantes pensou:

“Doze de maio de dois mil e doze. Me apeguei a essa data.”

sábado, 14 de maio de 2011

Depois do noivado, marcar o casamento para quando?

Ela passou o dia inteiro pensando consigo mesma… Não é que hoje em dia muitos casais namoram por um tempo, noivam, e ficam neste estado por uma eternidade praticamente... 4, 5, 6, até 10 anos!

O mais comum é perguntar para quando vai ser o casamento, e ouvir como resposta “não sabemos”.

Depois de muito refletir sobre a situação, nossa heroína chegou a conclusão de que estes casais devam sofrer bastante, já que a experiência mostra que você acaba de ficar noiva e imediatamente começam as especulações de quando será o casamento! Pensem a angústia desses casais que devem passar 10 anos ouvindo a mesma pergunta categórica “vai casar quando?”. Bom, chega uma hora que eles ficam totalmente desacreditados de que algum dia vai chegar ao altar!

A conclusão é que se você ficou noiva realmente pretendendo casar, o noivado deve durar o tempo suficiente para você se organizar.

"Primeiro de tudo," disse ela, "tem que organizar a cabeça!".

É preciso interiorizar que essa é uma escolha importante na sua vida e ter plena certeza disso para poder seguir em frente. Ter consciência que, com o casamento, sua vida e sua rotina vão mudar completamente e estar segura que é realmente isso que você quer.

"Mas, quanto tempo?", ela falou alto e para si mesma na frente no espelho.

Bom, cada um tem seu tempo, mas dá para imaginar que uns seis meses são suficientes para pensar, repensar, e ter certeza do que se quer. Se você chegou ao fim dos seus seis meses e ficou na dúvida se é isso mesmo, está na hora de repensar esse casamento.

É claro que o casamento não deve ser algo decidido em cima da hora, e esses seis meses são para “decidir” sobre casar ou não. Isto porque, se você disse “sim” ao noivado é porque já decidiu!

"Ok, seis meses para a cabeça, mas e T-O-D-O o resto?", ela sentou na beira da cama, imaginou uma festa de casamento e teve a sensação que deve ser coisa demais para organizar.

Então, de fato, organizar um casamento exige uma lista gigantesca! Celebração, festa, vestido, e todos os outros detalhes que aparecerão por aqui nos próximos dias, semanas e meses.

"E eu vou morar onde?!", ela levantou e começou a andar insistentemente de um lado para o outro no seu quarto.

E organizar a vida de casados? Onde vão morar, quais os móveis e eletrodomésticos que vão ter que comprar, o custo médio de vida para garantir que, de fato, vocês dois juntos podem sustentar uma casa sozinhos e pagar todas as contas! Bem, esse não é o nosso assunto principal, até porque isso é algo que vai ser feito durante a vida toda, sempre se renovando.

Voltando à organização do casamento, preparem-se, é uma longa jornada, para isso, devemos reservar um ano das nossas vidas (justamente o tempo desse blog).

Fazendo a conta, então, um ano e meio são o tempo minimamente necessário para um noivado. É claro que isso não é lei nem regra, e esse tempo pode variar, a depender da situação dos noivos (se tiverem que se organizar financeiramente, por exemplo), mas considero esta uma duração razoável para o noivado.

Ela parou no meio do quarto. Sentou na cadeira da escrivaninha e começou a fazer a lista. "É coisa demais! Todo tempo do mundo não vai ser suficiente!", ela concluiu depois de uma lista de uma página inteira.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Noivamos! E então, fazer festa?

Visualizem a seguinte cena:

Ela acorda feliz naquele dia, afinal de contas, no dia anterior seu namorado passou para a categoria de noivo com um simples “sim” que ela disse. Noivos! Isso é sonho?

Então, ela vai fazer a primeira ligação do dia e eu posso adivinhar que vocês já sabem para quem é: sua mãe! Afinal de contas, a mãe sonha com esse dia desde sempre, e muitos planos já foram feitos para a filha e seu casamento (e nunca precisou existir um noivo para isso, imagine agora que ele já é uma realidade!)

O telefone chama, e ela só consegue sentir a ansiedade de como pronunciar a frase: “Mãe, adivinha? Ele me pediu em casamento!” , ou “Mãe, sabe da novidade? Estou noiva!” e ainda, “Mãe, você está falando com uma noivaaaa!”

A mãe atende, e sai, assim, de um jeito quase envergonhado:

- Mãe, estou noiva!
- Ahn? Como assim?, a mãe fala.
- É... Ele me pediu em casamento ontem de noite!
A filha espera que ela diga um sonoro parabéns, mas apenas ouve:
- Ah, não, que coisa sem graça. Tem que ter festa!

Pronto. Aconteceu o previsto: a coisa tomou uma proporção enorme, que em poucos dias irá se tornar gigantesca. Sua mãe não falará de outra coisa senão a festa de noivado.

Inicialmente, a nova-noiva-filha é tomada por um sentimento de “precisa tudo isso?’, mas logo embarca na onda e passa a aproveitar cada detalhe que irá acontecer nos preparativos para o noivado, e como vai ser este grande dia (não, não é o casamento ainda!).

É isso mesmo. Quando acontece uma coisa boa, tem que celebrar.

Vocês sabem que tradicionalmente o noivado é celebrado entre as famílias dos noivos. Segundo Vera Simão (de: Casar: do Planejamento a Celebração em grande estilo), inclusive existem registros históricos que contam como essa tradição surgiu. Na Antiguidade, por exemplo, quando os casamentos eram arranjados e o noivado servia para os noivos se conhecerem! Imaginem!

A forma do seu noivado só vai depender de você e de seu noivo. E vocês devem pensar em vários pontos, entre eles:

- quem deve estar incluído;
- como convidar;
- onde vai ser;
- que horas vai ser;
- o que servir;
- como vai ser o formato do pedido (falarei disso adiante), etc..

Pode ser um jantar com amigos e família, um almoço, um brinde... vale a imaginação e o quanto você pretende gastar. Em geral, é oferecido pelos pais da noiva, mas nada impede que os pais do noivo também façam um noivado, ou que os noivos façam um noivado com os amigos. Vale lembrar que o noivado é feito para comemorar! E quanto mais, melhor!

Quanto ao pedido, se está sendo oficialmente organizada uma festa de noivado é porque o pedido já existiu, como aconteceu na historinha acima. Muitas vezes, os noivos já estão até usando aliança!

Então, se o pedido já foi feito, aproveite o momento da festa para “informar oficialmente” a todos os presentes. E aí vale tudo, brincadeira, pai do noivo pedindo ao pai da noiva, o noivo pedindo para a noiva, a noiva pedindo para o noivo! O bom da situação é que a resposta vai ser sempre S-I-M!

Para os mais tradicionais, vão algumas dicas: o jantar de noivado deve ser requintado, e oferecido pelos pais do noiva apenas com os parentes mais próximos dos noivos, deve ser feito um discurso pelo noivo antes do jantar (pode contar a história dos dois, e pedir a mão, claro!), e, depois da aprovação dos pais, os noivos trocam as alianças (que podem ser gravadas ou não).

Se quiser algo mais formal, o pai do noivo deve colocar a aliança na noiva, e a mãe do noivo deve colocar a aliança no noivo. E cuidado, a aliança deve ser colocada na mão direita! (seu dedo anelar esquerdo deve estar reservado para o casamento!)

Ainda continuando nesse padrão, depois da troca das alianças convém o noivo presentear a noiva com um anel de brilhante, ou alguma coisa que equivalha. A noiva também deve dar algo significativo para o noivo!

Uma curiosidade: sabiam que o costume do noivo presentear a noiva com um anel de brilhante vem desde o século XV?! Essas pedras preciosas eram chamadas “pedras de Vênus”, a deusa do amor. De acordo com Vera Simão, o primeiro anel de noivado com diamante que se tem notícia foi dado por Maximiliano da Áustria a Maria de Borgonha, em 1477!

Por fim, uma coisa importante a se dizer é que o noivado não exige lembrancinha, mas ela pode existir, e se você quiser transformar o bem-casado em bem-noivado vale também!

Pesquisei para esta postagem: Vera Simão. em “Casar: do planejamento à celebração em grande estilo”.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O começo do casamento

Casamento não é fácil! E eu não falo de rotina, convivência, contas a pagar, planos a fazer, educação de filhos. Não mesmo, gente. Eu me refiro a uma etapa que antecede tudo isso: a festa de casamento.



São tantas coisas a fazer, pensar, organizar, que a noiva (nós!) acaba até se perdendo nesse mar de coisas indispensáveis para que seu casamento seja daquele jeitinho que você sonhou!!!


Eu mesma faço parte desse grupo. Sou uma noiva às voltas com a organização de um casamento. E ele só vai acontecer daqui a um ano! É isso mesmo.... dia 12 de maio de 2012 estarei entrando na igreja e subindo ao altar para casar com o homem dos meus sonhos.


Por isso mesmo me lancei um desafio: encontrar 365 itens a serem pensados, organizados ou escolhidos, até a data do casamento. Um item por dia, durante um ano!


Mas aí eu percebi que, para a nossa alegria, até 12 de maio de 2012 teremos um diazinho a mais no calendário, afinal, ano que vem é ano bissexto!


Então ficou assim: 366 itens para 366 dias... Resultado: um guia para você organizar sua festa de casamento, feito a cada dia!


Ai, que friozinho na barriga! Daqui a um ano esse blog cumpre sua função, e de quebra, chega o dia do meu próprio casamento!





E como não podia deixar de ser, o primeiro item...


...Uma peça importantíssima no seu casamento: SEU NOIVO!


Você pode ter sido daquelas que curtiu bastante e escolheu a dedo o “eleito”. Ou seu noivo pode ser aquele seu único namorado da vida toda e com quem você sonhou casar desde o primeiro beijo. Ou, ainda, a vida te fez conhecer seu noivo por pura coincidência, e eis que você se deu conta um dia de que não conseguiria passar a vida sem acordar ao lado dele.


O fato é que a gente só sonha em casamento porque encontrou o homem dos sonhos. Se você encontrou, aproveite! E bem vinda ao clube.


Principalmente se além de ser o homem dos seus sonhos ele pronunciou a pergunta dos sonhos: “você quer casar comigo?” (e é óbvio que você aceitou!)


O seu pedido de casamento pode ter sido em cima da Torre Eiffel, num jantar romântico, ou numa noite inesperada depois de um dia super cansativo. O que importa é que ele aconteceu, e só de ter acontecido já é especial.


O meu, por exemplo, poderia ter sido em cima da Torre Eiffel se eu não tivesse estragado a surpresa, mas foi numa noite que eu tinha chegado de viagem, super cansada e ele tinha feito uma comidinha gostosa. Ah, sim... e teve direito a aliança e pedido ajoelhado! E eu fiquei sem palavras, é claro.


Fez-se a mágica! Menos de um ano depois e eu estou aqui começando esse blog e há 366 dias do meu casamento!


Então pronto, a equação é essa:



O CARA DOS SEUS SONHOS + UM PEDIDO ESPECIAL = SEU CASAMENTO ESPERADO E LINDO!


Vamos que vamos que tem um ano pela frente, e tem muito o que falar e organizar!


(Não! Não será um livro por dia! Perdoem o tamanho da postagem! É a ansiedade, a novidade, o começo do blog! Ai, gente, é muita coisa junta!)