Organizando um casamento em um ano (bissexto).
domingo, 29 de maio de 2011
O segredo está nos detalhes
Convite é para convidar!
Combinar ou não combinar?
Não basta convidar, tem que encantar
O primeiro item da sua lista de coisas a organizar para o casamento já estava mais ou menos encaminhada. A lista de convidados já tinha se delineado e, apesar da possibilidade de mudanças até a impressão e distribuição dos convites, sabia que não iria ser muito diferente do que já estava definido.
Foi assim, divagando na ida ao trabalho, que se deu conta de um item indispensável: os convites. E, foi então, que ela quase bateu o carro de tão absorta que estava com a infinidade de dúvidas que tinham, de repente, tomado suas idéias.
Ela sabia que muitas pessoas não dão a devida importância ao convite, do que quer que seja, mas isso não se aplicava a ela. Convites de aniversário, formatura, ou de qualquer pequena reunião que promovia, eram pensados e preparados cuidadosamente, ainda que dentro das proporções do evento.
Para ela, o convite era o que devia simbolizar a festa, logo de início, até porque, como todo mundo sabe, “a primeira impressão é a que fica”.
Escolher seu convite de casamento tinha que ser algo especial, praticamente um amor à primeira vista. Não desejava, de forma alguma, ser convencida que um determinado modelo era melhor que os outros. Deveria haver uma empatia instantânea com o modelo.
De outro lado, ela sabia também de alguns critérios básicos para a escolha. “Nada de muitas inovações”, ela falou para sim mesma quando desligou o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava.
Saiu do carro em direção ao elevador, pensando que casamento, em si, tem uma formalidade inerente, então não dava para ser convite de casamento com cara de convite de “churrascão” de domingo, ainda que fosse essa a opção da festa.
Imaginava que seu convite deveria ter a cara da festa do seu casamento, baseado no seu jeito e no dele. Sabia que muitas iam ser as escolhas a fazer: tamanho, cor, letra, tipo, forma de indicação do destinatário, apresentação, e outras infinidades de coisas, mas todas elas deveriam estar alinhadas com seu próprio gosto.
Ela, por fim, decidiu pesquisar estilos, cores e formatos, para, só então, escolher o que mais lhe agradava. Porque até aquele momento ela só sabia que queria algo leve, não muito inovador, e, definitivamente, isso não era suficiente para embasar sua escolha.
Na volta para casa, iria abrir sua gaveta de “coisas a jogar fora um dia”, resgatar vários convites que tinham recebido nos últimos tempos e que tinha gostado, ia pesquisar e começar a visitar gráficas. Ela sabia, que cada vez mais, teria que tomar as rédeas da organização do casamento e “colocar a mão na massa”.
Foi então que encontrou a definição exata do que queria do convite do seu casamento, justo na hora que entrava no trabalho. Parou e pensou que, na verdade, queria um convite que fizesse os convidados terem vontade de ir para sua festa, e que os encantasse desde o primeiro momento.
“É isso”, pensou satisfeita, “meu convite tem que ser encantador!”
(Postagem referente ao dia 26.05.2011)
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Repondez, S’il vous plaît, monsieur!
Tinha saído na hora do almoço do trabalho para um programa bem rápido, mas nem por isso menos gostoso: almoço com as amigas. Tem coisa melhor do que dar risada e se divertir um pouquinho no meio do dia?
E é claro, que, nesse estágio da vida, todas eram monotemáticas como ela: falar em casamento, pensar em casamento, organizar casamento... ufa! Chegou a cansar.
E, juntas, notaram como é engraçado isso de épocas da vida. Houve uma tempo que o grande evento da vida era a festa de 15 anos, depois foi o vestibular, daí para a formatura foi um pulo, eis que estamos na fase casamenteira, logo logo serão os aniversários de criança!
O bom é ter boas, grandes, velhas e novas amigas para conversar e se divertir, compartilhar cada fase da vida.
Naquele almoço o assunto principal foi mesmo a lista de convidados. É claro que ela mesma tinha puxado o assunto. Só não tinha noção de como aquele problema particular dela era o mesmo para todas as suas amigas.
Como estavam presentes amigas que tinham acabado de casar, elas foram dando algumas dicas. Foi então que a turma das organizadoras de casamento puxou em coro seus bloquinhos da bolsa e começaram a anotar.
No fim do almoço, uma lista gigante de dicas, umas bem preciosas até, e muito assunto pendente para o próximo encontro!
Ao rever a sua lista, ela notou uma dica realmente importante: a confirmação dos convidados.
Foi quando notou a sigla R.S.V.P., tinha simplesmente anotado isso na hora das milhares de dicas das amigas, até porque ela tinha certeza que saberia do que se tratava depois.
Aliás, muita gente não sabia do que significava, só sabia que era uma sigla que indicava que os convidados deviam ligar para confirmar a presença.
Com os seus parcos conhecimentos de francês, para ela a língua mais linda e charmosa do mundo, ela sabia que resumia a frase “Repondez s’il vous plaît.”, que em bom português é “Responder, se vós puderes”, que no final das contas é “Por favor, responda.”
Além de ser elegante, ela sabia que isso era essencial, para que se tenha vaga idéia de quantas pessoas vão, de fato, para a sua festa. É claro que ela sabia, inclusive, que muita gente ia para festa apesar de não ter confirmado. Mas, ainda assim, era uma boa opção para mensurar o tamanho da festa.
Ela também ficou sabendo que o R.S.V.P. também serve para as pessoas que ligarem confirmando procurarem saber sobre a lista de presentes (que é uma outra grande questão!), o que pode ser muito melhor do que mandar um cartãozinho junto com o convite com os lugares onde havia lista de presentes disponível.
Bom, fazendo umas contas por cima, e segundo as informações de suas amigas casadoiras, imaginou que haveria uma média de 15% da festa que comparecia apesar de não confirmar. Bom, essa era mais uma informação para constar da sua equação gigantesca para a lista real.
No fim, decidiu duas coisas: 1) a sua festa teria R.S.V.P. com certeza; 2) precisava encontrar mais com suas amigas.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Auto-convites e abstenções: contar com eles?
Depois da conversa com sua mãe, ficou com uma pergunta martelando na cabeça.
“Como é que eu faço uma festa, convido as pessoas porque quero que elas possam estar comigo neste dia, mas acabo contando com a falta delas para saber o número de convidados?”
Era mesmo estranho. Porque, no fundo, o que ela queria mesmo é que todas as pessoas que ela convidassem pudessem ir na sua festa. É mesmo estranho convidar esperando que não vá.
Enfim, seria mesmo uma pena não poder contar com a presença de todos, mas acabou se convencendo que, de fato, nem todo mundo poderia ir para sua festa.
Até porque seria a melhor oportunidade de juntar seus amigos, os amigos dele, os amigos dos pais, só gente querida, num lugar só.
Foi conversando com amigos, pessoas próximas, quem se casou e quem está para se casar, todos tinham a mesma impressão que o grande primeiro desafio era desenvolver essa fórmula complicadíssima:
(Número de convites X 3) – 20% = quantidade real de convidados numa festa.
Isto mesmo, chegou a conclusão que havia uma abstenção media de 20% de convidados. Eram 20% das pessoas que poderiam estar lá mas não estão.
O segredo de tudo isso é não achar que, por causa dos 20% a menos, você pode convidar 20% a mais, senão a conta fica ainda mais complicada.
Fez e refez a lista final pelo menos uma centena de vezes. Asteriscos aos montes do lado das pessoas que poderiam ser cortadas (existe coisa mais difícil que cortar lista de convidados?), os na cor vermelha eram os que não podiam faltar mesmo (ai deles que se abstivessem de ir), e lá iam tantas as marcações que ela mesma se perdia.
Foi então que começou a perceber um fenômeno curioso: além da sua lista de convidados espontâneos, começaram a pipocar auto-convites, em toda parte. ã academia, no shopping, no salão, no barzinho.
A culpa era mesmo dela porque, em razão da sua felicidade estampada, não tinha como evitar a primeira novidade que lhe vinha na cabeça ao encontrar um conhecido: Vou casar!
Essa frase era necessariamente acompanhada de um sonoro “me convide”! Restava saber se estas pessoas estariam incluídas nos 20% que não vão.
Engraçado isso, já estava contando com os lugares vazios. Precisava agora parar de rodar por aí, senão não saberia onde sua lista iria parar.
(Postagem referente ao dia 24.05.2011)